Supergirl | Desconstrução positiva, clichês e muito poder da conveniência
- Paula Geek
- há 6 horas
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Saudações queridos nerds! Supergirl chega nessa quinta-feira, dia 25 de junho nos cinemas e traz um enredo com a assinatura nítida de James Gunn.
Dirigido por Craig Gillespie, é notável como ele possui uma habilidade de trabalhar com mulheres fortes em cena. Também diretor de "Eu, Tonya" e de "Cruella" (live action da Disney), percebemos o quanto ele sabe trabalhar na desconstrução do que a sociedade espera de uma "feminilidade" e confesso que me agradou tirar a perfeição da Supergirl e mostrar que ela também é uma pessoa com sentimentos e não apenas uma heroína à serviço do povo.
Porém, a história não foi guiada com essa mesma maestria... Ficou curioso? Vem comigo que vou falar sobre isso SEM SPOILERS

Conveniência super exagerada
A roteirista Ana Nogueira se tornou uma querida nos estúdios da DC para seus novos projetos, porém seu roteiro tem pontos positivos e negativos.
O ponto negativo, é a conveniência para resolver os problemas da protagonista. O senso de urgência, o medo de que ela possa realmente entrar em problemas, não existe, então se torna um filme óbvio. A protagonista está quase findando a vida e você não se preocupa, porque sabe que alguém irá salvá-la, que o universo vai fazer algo para que ela se torne Super. Isso demonstra certa fraqueza para elaborar situações inteligentes, divertidas ou surpreendentes de manter o telespectador atento e aflito à aventura proposta.
Aliás, esse é o ponto positivo. O motivador da Supergirl é fofo, humanizado e quem não se identificar na causa, é uma pessoa bem fria (não resisti, pois confesso que faria o mesmo que a protagonista se acontecesse comigo).

Lobo ganha destaque
Jason Momoa irá surpreender a todos com sua atuação como Lobo. Sua introdução foi natural, típica de um encontro de RPG e o mais interessante é que ele não chega para ajudar a Supergirl e nem para pedir ajuda, apenas um mercenário cumprindo sua missão.
Esse é outro ponto positivo da trama. Lobo não ajuda a Supergirl em sua busca, ela não precisa da ajuda dele e em momento algum ela precisou falar isso. A sintonia dos dois foi extremamente natural, ninguém te mamando de um atrapalhar o outro ou precisar marcar presença masculina e nem mesmo precisar reafirmar que consegue sozinha mesmo sendo mulher. Eles são iguais, tem poderes e são duas pessoas com suas particularidades.
Essa visão, como pessoa com a sua própria habilidade, sem precisar se reafirmar, isso é ouro nos enredos atuais.

Vale a pena assistir Supergirl nas telonas?
Acredito que para um público adolescente, que está sendo inserido agora no universo de super heróis, seja um filme bem legal e muito moderno.
A Supergirl de Milly Alcock é desconstruída, mas não é nada forçado, bastante se colocar no lugar da protagonista: uma jovem que foi obrigada a viver em outro planeta, sendo diferente de todos e ter que deixar pra trás seu pai após enterrar sua mãe. Não tem como se manter perfeita se ela ainda não conseguiu se descobrir e aceitar quem ela é agora e isso traz mais realidade para a personagem.
Muitos podem reclamar do quão desleixada ela ficou, mas ela simplesmente é uma pessoa tentando se encontrar e mantendo a sua bondade intacta e ela mostra que ser boa é diferente de ser boba ou perfeita. E isso é uma mensagem muito forte que muitas pessoas não estão prontas para receber.
E é isso nerds, um bom filme e que a Força esteja sempre com vocês.






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