O Diabo Veste Prada 2 | O futuro do mercado da moda
- Paula Geek
- há 1 hora
- 3 min de leitura
Saudações queridos nerds! "O Diabo Veste Prada 2" chega hoje (30 de abril de 2026) aos cinemas e mostra não apenas o futuro do mercado da moda, mas de todos os meios de comunicação e arte.
Dirigido por David Frankel, que também foi diretor do primeiro filme em 2006, a continuação do longa mostra o conflito da tecnologia com as protagonistas, Miranda e Andy, já que uma é um ícone do mundo da moda e a outra, agora, é uma jornalista premiada. E aqui o conflito não é com o uso dessa tecnologia, mas em como o trabalho delas se torna obsoleto já que as pessoas não compram mais revistas e nem jornais e tudo ficou mais fácil de ser acessado e compartilhado.
Sendo assim, "Diabo Veste Prada 2" não é apenas um filme sobre moda, mas sim o medo de que profissionais tão renomados possam perder o seu lugar e sua importância como uma roupa velha jogada fora.
Ficou curioso, vem comigo que vamos compartilhar um pouco desse babado fortíssimo, mas SEM SPOILERS, combinado?

O amadurecimento da trama e das personagens
Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt tem um crescimento e o amadurecimento absurdo de suas personagens: Andy, Miranda e Emily. E não apenas elas, mas a evolução da tecnologia durante esses 20 anos, permitiu que suas personagens fossem quebradas e humanizadas para além do estereótipo absurdo que existia no primeiro filme de 2006.
Andy (Hathaway) passou de assistente para jornalista renomada e detentora. de prêmios jornalísticos, mas que viu sua carreira ir por água abaixo quando o jornal onde trabalhava foi fechado por não ter leitores o suficiente. Mas devido ao seu currículo e sua expertise, ela é contratada pelo CEO da Runway para melhorar a imagem da empresa, uma vez que estava manchada pelo comportamento de Miranda.
Miranda (Streep) agora é atacada na internet como uma mulher que maltrata seus colegas de trabalho. Algo que acontecia com frequência em 2006 e que agora, finalmente, é mal visto pelo mundo. Não apenas isso, mas o seu preconceito com a estética em 2026 a coloca em maus lençois, levando a Runway junto com ela para um hate gigantesco.
Emily (Blunt) mostra seus talentos como profissional e se torna a responsável pelo setor de atacado da Dior, conseguindo até mesmo manipular Miranda, pois sem a Dior, a Runway irá diminuir, até não sobrar nenhum outro patrocinador e Andy fica chocada ao presenciar uma Miranda mais submissa, que tenta manter o seu emprego.
Não há mais garotas tentando sobreviver no mundo de Miranda Prietly, mas sim três mulheres que precisam sobreviver às novas exigências do mercado, ou tudo pelo que trabalharam terá sido em vão.

A Prada continua muito presente
É notável o grande trabalho feito por Molly Rogers que assumiu o legado de Patricia Field após ser sua assistente na produção do longa de 2006, trazendo um figurino que mistura peças vintage com marcas contemporâneas incluindo Armani, Dolce & Gabbana e Chanel.
Rogers manteve a personalidade das personagens em cada detalhe de suas peças, a mais notável é Andy (Hathaway), onde ela tinha uma péssima noção de estilo, mas que graças à repaginada e seus conhecimentos na Runway, agora ela se veste do seu jeito, encontrando roupas de marca em brechós e montando seus próprios conjuntos agora de maneira harmônica e mais madura.
Além disso, quero fazer uma menção honrosa à atriz Simone Ashley (Visconcesa Kate Bridgerton na série Bridgerton) que se destacou mesmo sem ter muitas falas. Ela interpreta a nova assistente de Miranda e sua postura, sua beleza e seu olhar roubam a cena sempre que ela aparece, vestida sempre de forma impecável. É uma atriz que sabe entregar interpretação sem a necessidade de falas para se destacar.

Vale a pena ver "Diabo Veste Prada 2" no cinema?
É uma continuação no mesmo padrão do seu primeiro filme de 2006, se tornando uma programação legal para se ver com os amigos, mas nada extraordinário.
O longa conta com muitos momentos de tensão, sem deixar claro ou óbvio a intenção das personagens para garantir a sua sobrevivência no mercado da redação e da criação de conteúdos. Mostrando o quanto os profissionais renomados podem se tornar fúteis perto das novas tecnologias.
Esse é a grande cereja do bolo de "Diabo Veste Prada 2", não é um filme apenas de moda, mas sim de tendências e do que a tecnologia representa, do quanto ainda vale a pena lutar para estar presente no mercado e mesmo se adaptando ainda há muitas dificuldades, como as edições em computador e a IA.
E é isso nerds fashionistas. Bom filme e que a Força esteja com vocês.






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