Razão e Sensibilidade | Jane Austin nos mostra como é difícil amar
Saudações queridos nerds! A nova adaptação de "Razão e Sensibilidade" chega aos cinemas no dia 29 de outubro e nos traz o clássico romance vitoriano dos livros de Jane Austin.
Dirigido por Georgia Oakley, ela nos apresenta as irmãs Elinor e Marianne Dashwood que possuem comportamentos extremamente distintos, uma guiada pela razão e outra totalmente pela emoção. O interessante no roteiro é que conseguem mostrar essa divisão sem precisar que uma diga a outra e por não dizer. óbvio, como as obras estão se tornando hoje em dia, é. oque deixa a obra ainda mais interessante.
Ficou intrigado? Vem comigo que vou falar mais sobre essa obra que encanta e nos transporta para a essência da Era Vitoriana.

Um sentimento, diferentes reações
Por mais que as irmãs Dashwood sejam tão diferentes, estão passando pelo mesmo momento da vida. Precisam se casar para ter uma vida melhor, pois o pai havia morrido e como só teve filhas, sua herança passou para o meio irmão delas, fruto do casamento anterior ao da mão das meninas.
Elinor se apaixona, um relacionamento doce, sutil, onde o olhar e os sorrisos discretos dizem mais do que qualquer toque. Marianne já acha que. ele se expressa pouco e diz que nunca se contentaria com pouco, que gostaria que o seu amor expressasse todo o amor que ele sente de forma intensa como ela.
As irmãs encontram seus amores, do jeito que pensaram, vivem cada um ao seu modo e passam pelos mesmos problemas, pois ambos irão para Londres e ficarão lá por um ano. Elinor se contém, chora no canto, sente a dor e a esconde em uma casca, dizendo para si mesma, que estava tudo bem. Já Marianne sente, chora, fica sem comer e sem sair de casa e com o tempo, as irmãs percebem que estão passando pelo mesmo problema, mas uma julga a outra constantemente.

O equilíbrio entre Razão e Sensibilidade
Com as dificuldades enfrentadas pelas irmãs, elas começam a gerar o equilíbrio uma na outra. Elinor acha Marianne dramática e exagerada demais, desaprovando suas atitudes imaturas e impulsivas e não lhe dando atenção, como se fosse pirraça. Mas depois. ela percebe o quanto aquilo deixa a irmã doente e que não é apenas a pirraça, é o jeito dela de sentir e de expressar a dor que ele sente.
E Marianne percebe que se ela for um pouco mais racional, vai abrir seus olhos e notar que estava sofrendo por um homem que não merecia o seu amor e a sua entrega. Mas para chegar nesse ponto, foi preciso muita discussão com Elinor, que não expôs seus sentimentos e que parecia estar sempre certa e fazer tudo certo, o que irritava Marianne e até mesmo quem estava acompanhando o filme.
A razão de Elinor a fez dispensar o homem que amava intensamente, para não atrapalhar a vida dele, por mais que lhe doesse e então Marianne a fez abrir os olhos para entender que ela precisava expor, precisava falar o que sentia e ousar ir atrás de quem realmente ama.

Vale a pena conferir Razão e Sensibilidade no cinema?
Para quem gosta de romance em sua mais pura essência, sim. Jane Austin é conhecida por seus romances intensos e repletos de sentimentos, a forma como ela brinca com a dualidade dele entre seus personagens, nos faz embarcar na essência da Era Vitoriana e do romance puro, do amor intenso e dos sentimentos ardentes que um simples toque de mãos poderia trazer.
O grande diferencial é o elenco escolhido. Todos europeus e nenhuma celebridade americana para chamar público. E assim percebemos que Jane Austin não precisa disso, não precisa mudar sua história, não precisa sair da realidade da época para agradar. Ela nos entrega a história, nos entrega os sentimentos, nos entrega a trajetória das irmãs de uma forma doce e genuína, onde você consegue sentir a dor de cada uma com profundidade.
E é isso nerds. Bom romance de Jane Austin para vocês. Um forte. abraço e que a Força esteja com vocês.






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