Da Magia à Sedução 2 | Lidando com a maldição hereditária
- Paula Geek
- há 10 minutos
- 3 min de leitura
Saudações queridos nerds! "Da Magia à Sedução 2" chega aos cinemas nessa quinta-feira, dia 10 de setembro e nós já conferimos o longa que é a continuação do primeiro filme de 1998.
Dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier, que também dirigiu o filme Bird Box estrelado por Sandra Bullock, trouxe para nós uma atmosfera contagiante que ainda nos permite estar conectados com o filme de 98. Dirigindo muito bem as personagens, mantendo a essência de cada uma delas nessa continuação.
Porém, o roteiro feito por Akiva Goldsman e Georgia Pritchett deixaram a desejar em certos pontos da trama, tornando as personagens novas um tanto obsoletas e impulsivas de uma forma um pouco forçada.
Vem comigo que tem mais alguns pontos para entrarmos em detalhes sobre a obra, e é claro, tudo SEM SPOILERS.

A Maldição da Família Owens
As mulheres da família Owens carregam uma maldição antiga onde todos os homens que elas se apaixonam acabam morrendo. Dessa forma, temos uma trágica história de amor e magia em mãos e decepcionada com. a morte de mais um amor, Sally Owens (Sandra Bullock) decide que suas filhas não saberão sobre a magia e terão vidas normais, algo que sua irmã Gillian (Nicole Kidman) desaprova, mas respeita o desejo. da irmã.
A trama então se desenvolve a partir do momento em que Kylie (Joey King), a filha mais velha de Sally, se apaixona por Gideon (Xolo Maridueña), com quem já estava. se relacionando há um ano, escondido de sua mãe, mas quando declara seu amor, Gideon não escapa da maldição da família e Kylie se revolta.
E assim, as bruxas começam a se redescobrir e a tentar lidar com toda a situação. O que é uma ficção, podemos também observar na vida real, quantas famílias não passam pelas mesmas situações que seus antepassados? São as famosas e terríveis maldições hereditárias e aqui, nesse longa, veremos mais uma tentativa de se livrar ou burlar a maldição, como Sally também havia tentado quando era criança, fazendo o encantamento do amor verdadeiro com características impossíveis, para nunca encontrá-lo - o que não deu muito certo, como foi mostrado no longa de 98.

Falhas na condução do roteiro
O longa não foi divido em núcleos, ele acontece como um todo e talvez, por essa razão, senti falta de um desenvolvimento melhor com a personagem Antonia Owens (Maisie Williams), a filha mais nova de Sally. Sua participação foi pouco explorada, por mais que a trama seja focada na união e no amor entre irmãs, Antonia e Kylie não pareciam tão unidas quanto Sally e Gillian, que mesmo distantes e se comunicando mais por cartas, ainda eram mais próximas que as irmãs atuais que tem a facilidade da tecnologia.
Além disso, a personagem Kylie tem algumas atitudes que a levam a uma situação de perigo, mas ninguém precisou manipulá-la ou guiá-la para esse caminho, ela foi sozinha, tomando atitudes e fazendo escolhas que uma mulher adulta com certeza não faria, como o básico que nós aprendemos desde pequenos, principalmente mulheres, "não confie em estranhos" e então ela conta tudo para um estranho e o segue para um lugar ermo. Ninguém teria tamanha confiança em um estranho em pleno século XXI.
Além disso, tiveram momentos em que. a trilha sonora não condizia com a cena, fazendo com que a urgência da cena se dissipasse, que o peso que as falas carregavam fossem tolas, já que estava tocando uma música feliz e romântica em momentos de fala de imensa tristeza e de decisões difíceis.

Vale a pena conferir Da Magia à Sedução: Feitiço do Amor nos cinemas?
Se você já tinha gostado das irmãs Owens nos anos 2000, com certeza vai amar revê-las no cinema. O longa é contagiante, divertido e explora muito a ancestralidade da família, trabalhando o passado e o presente juntos para que tenham um futuro melhor.
Sandra Bullock e Nicole Kidman trouxeram a química inabalável das irmãs Owens de volta, sendo delicioso assistir a dinâmica delas em cena, duas atrizes incríveis que continuam carregando o filme com proeza e maestria.
A grande surpresa do longa foi a participação de Xolo Maridueña, que mostrou um personagem diferente do que já vem fazendo, sem golpes, sem heroísmo, apenas um romântico em seu cotidiano e confesso que foi bem diferente vê-lo atuando assim, monstrando que a carreira do jovem ator é bastante promissora.
Infelizmente, Maisie Williams, que teve um papel marcante. na série Game of Thrones, não teve sua personagem bem trabalhada no roteiro, para entregar atuação e Joey King sempre entrega bem suas personagens, com drama e sentimento. na medida certa, por mais que sua personagem não seja muito agradável na trama.
E é isso nerds, "Da Magia à Sedução 2" chega trazendo uma nova trajetória para a família Owens, mostrando o quanto uma família unida pode ser capaz de fazer coisas grandiosas, não apenas mágicas, mas também no apoio a cada uma delas.
Um abraço e que a Força esteja com vocês.






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