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Mestres do Universo: nostalgia com energia de fã para fã

Depois de anos reagindo a teaser, rumor, pôster vazado e promessa que nunca vinha, eu finalmente me sentei na poltrona do cinema para assistir Mestres do Universo, o tão aguardado filme do He‑Man, e vou contar pra você se vale ou não a pena assistir (sem dar spoiler).

E vou te falar logo de cara: O filme é exatamente o que ele deveria ser: divertido, galhofa, exagerado e feito com coração. Eu saí feliz. Feliz de verdade. Aquele tipo de felicidade que só quem cresceu nos anos 80 brincando de bonequinho entende. Ele não tenta se esconder atrás de seriedade artificial. Ele abraça o brega, o colorido, o absurdo — e é justamente aí que ele brilha. He‑Man sempre foi isso, e o filme finalmente entendeu.


O elenco de Eternia

O elenco mandou muito bem. O Nicholas Galitzine já havia surpreendido a gente com as fotos do treino e aquela imagem da caracterização com meia luz. No filme, ele realmente te convence que é o He-Man. A Camila Mendes como Tila manda muito bem, é uma atriz brasileira cheia de carisma e está muito à vontade no papel. E até o Idris Elba — que poderia facilmente cair no “ator sério perdido num filme brega” — entra na brincadeira com vontade.

Mas o Esqueleto é, sem sombra de dúvida, o dono do filme: rouba a cena toda vez que aparece. A mistura entre o vilão galhofado do desenho clássico e o mais sombrio de 2002 funciona perfeitamente. E a dublagem… meu amigo… a risadinha está lá. O espírito do Isaac Bardavid está lá, homenageado com respeito e carinho, para a alegria dos fãs.

O Garcia Júnior como Adam/He‑Man é aquele abraço quentinho na nostalgia. A voz muda entre as versões do personagem, e essa troca funciona muito bem. Daí uma dica que, pra mim, é valiosa: a versão dublada é sensacional.

Um filme que sabe exatamente o que é

O que mais me conquistou foi que o filme não tem medo de ser He‑Man. Mestres do Universo tem memes, tem referências ao filme de 1987, aos quadrinhos, ao desenho clássico, realmente tem um pouco de tudo.Quando precisa ser épico, ele entrega.

Quando precisa ser bobo, ele é bobo mas de uma forma leve, agradável. O humor lembra Guardiões da Galáxia e Thor: Ragnarok, mas sem escorregar para o exagero cansativo de Amor e Trovão.

O ritmo é rápido, mas não atropelado. Dá tempo de curtir cada momento e se divertir muito.



A melhor parte: ver a criançada pirando

O filme é PG-13 por causa das cenas de violência, então vai de cada um sobre levar crianças ou não. Para mim, é um filme para toda a família e vai conquistar desde os fãs do He Man lá dos anos 80 e 90, como a turma mais nova.

Na minha sessão, tinha uma menininha atrás de mim que ficou encantada com o Pig Boy — sim, ele mesmo, aquele personagem obscuro do filme de 87.  E ver as crianças rindo, vibrando, imitando o He‑Man no final… cara, isso me pegou.  Porque é isso que mantém uma franquia viva: passar o bastão para a próxima geração.

E fiquem atentos: tem três cenas pós‑créditos. A segunda fez o cinema gritar (e eu gritei também)



Conclusão

Mestres do Universo é um filme leve, divertido, nostálgico e honesto. O mais importante é que não tenta ser algo que não é e é justamente por isso que funciona tão bem.

Se você é fã antigo, vá sem medo.  Se tem filhos, leve também — eles vão se divertir demais. Eu saí do cinema com o coração quentinho torcendo para que a bilheteria seja boa para ter uma continuação, porque sinceramente? Eu quero mais!

E, por favor: assista dublado. É A experiência completa.



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