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Truque de Mestre - O 3 Ato

Depois de quase dez anos de espera, Truque de Mestre 3 chega como quem puxa um coelho da cartola, inesperado, familiar e cheio de brilho. O filme abraça a nostalgia dos dois primeiros, mas também ousa ao apresentar novos personagens que equilibram bem o frescor da novidade com o aconchego de reencontrar os antigos Cavaleiros. É como voltar a um espetáculo que você ama, mas descobrindo que o palco tem novos truques escondidos.


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A dinâmica clássica da franquia retorna afiada, uma problemática social atual, truques de ilusionismo que continuam me enganando (eu caio em todos, sem exceção!) e aquele final que explica tudo de um jeito que arrepia até quem já esperava ser surpreendido. O mistério sobre o Olho (ele ainda está ativo? Quem convocou quem?) acompanha a trama inteira e nos deixa na mesma posição que o público dentro do filme, atentos, desconfiados e completamente envolvidos.


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O filme toca em um tema que sempre me interessa, o pertencimento. Os personagens buscam, cada um à sua maneira, pessoas que compartilhem seus ideais, suas necessidades e até suas carências mais profundas. Até onde vamos para sermos aceitos? O que abrimos mão por aqueles que amamos? A obra mostra que, por trás de cada truque, há um desejo humano muito real de conexão e muitas vezes é isso que nos torna vulneráveis à ilusão.


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A crítica social também está ali, firme, (como marca registrada da franquia) a concentração absurda de recursos nas mãos de poucos e a eterna missão dos Cavaleiros de redistribuir aquilo que “voltaria” melhor ao povo. Mas, claro, nada é simples. Nesse jogo, eles não são os únicos interessados nesse recurso precioso, e o filme levanta a pergunta: quem realmente merece poder? O caminho até essa resposta inclui traições, fatalidades, expectativas e um plot twist que simplesmente me pegou de jeito!


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No final, o filme funciona exatamente como o próprio ilusionismo que representa, quanto mais perto você olha, menos você enxerga. A graça está em se permitir cair (devagar, entregue) para aproveitar cada reviravolta da história. É um espetáculo que diverte, envolve e prova que, às vezes, o verdadeiro truque é nos fazer acreditar que controlamos o que estamos vendo.


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