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Resident Evil: Requiem - Review

Lançado em 27 de fevereiro de 2026, Resident Evil Requiem chegou com a responsabilidade de celebrar os 30 anos da franquia. O título não apenas serve como o nono capítulo principal (RE9), mas como uma ponte emocional entre o horror de sobrevivência clássico e a ação cinematográfica moderna.


Raccoon Citty 2026
As ruínas de Raccoon City

O Peso do Legado

Após o terror claustrofóbico de RE7 e o folclore gótico de Village, a Capcom decidiu que era hora de olhar para trás para poder seguir em frente. Requiem abandona a saga da família Winters e retorna às raízes corporativas e urbanas, amarrando pontas soltas da Umbrella Corporation que persistiam desde os remakes recentes. O jogo se posiciona como um clímax para a jornada de veteranos, ao mesmo tempo que introduz sangue novo para carregar a tocha.

A história se passa no Wrenwood Hotel e em áreas remanescentes de Raccoon City (que, descobrimos, não foi totalmente erradicada pelo míssil de 1998).

A trama é dividida entre dois protagonistas:

Grace Ashcroft: Uma analista do FBI e filha de Alyssa Ashcroft (de RE Outbreak). Ela investiga o assassinato de sua mãe, o que a leva a um pesadelo biológico que ela não está treinada para enfrentar. Porém em seu passado se esconde vários segredos que podem mudar o futuro do mundo.

Por outro lado, jogamos com Leon S. Kennedy: Agora de volta como um agente veterano e endurecido, Leon entra em cena para conter um novo surto de T-Virus e investiga assassinatos misteriosos envolvendo antigos sobreviventes de Raccoon City e por vez, encerrar a ameaça da Umbrella.

 

Grace investigando.
Grace em sua busca de respostas.

O Gameplay

 A grande inovação de Requiem é o sistema de Perspectiva Dual Adaptativa:

As seções de Grace são jogadas em primeira pessoa, focadas em furtividade, quebra-cabeças e gerenciamento escasso de recursos. O que nos faz voltar aquele gostinho da franquia que há tempos os velhos fãs tanto pediam.

Já as seções de Leon utilizam a terceira pessoa sobre o ombro, focadas em combate tático, parries com machadinha e finalizações físicas (como o icônico chute giratório), algo bem mais brutal, condizente com o veterano da trama. Em momentos de sua campanha temos o retorno das grandes cenas de ação que lembram muito os títulos 5 e 6 da franquia, sem contar nas frases de efeito.

A RE Engine atinge seu ápice em Requiem. A Capcom implementou um novo sistema de renderização de fios de cabelo e suporte total a Path Tracing no PC e consoles de última geração.

A iluminação global é a mais realista da série, eliminando o "ghosting" visto nos títulos anteriores. As expressões faciais de Grace, que demonstram pânico e fadiga em tempo real através do sistema de "medo adaptativo", elevam a imersão.

Enquanto os remakes de RE2 e RE3 pareciam corredores técnicos, Requiem oferece áreas mais abertas e não lineares. O combate de Leon é uma evolução direta de RE4 Remake, porém com uma sensação de peso e impacto ainda maior nos desmembramentos.


Leon e seu chute giratorio.
Leon de volta e mais violento.

Evoluindo os infectados

Pela primeira vez, os infectados retêm traços de suas personalidades anteriores, resultando em comportamentos imprevisíveis e diálogos perturbadores que afetam o moral do jogador. Em muitos momentos somos supreendidos e impressionados com essa novidade para franquia, que de alguma forma conseguiu trazer algo antigo da franquia com um upgrade bem executado.

A Perseguidora chamada de  “The Girl”, um monstro persistente que caça Grace. Ela aprende seus padrões: se você usar luz para afastá-la em um corredor, ela passará a evitar áreas iluminadas ou destruirá as lâmpadas em encontros futuros.

 

A perseguidora da vez.
A Garota, que irá te perseguir e assombrar por algum tempo.

Nem tudo são flores no apocalipse

Muitos  sentiram que o jogo se apoia demais em fan service de RE2, reciclando locais e situações de forma repetitiva. E de fato é, sem contar os exageros que podemos relembrar de RE6. A transição constante entre o horror lento de Grace e a ação frenética de Leon pode ser frustrante para quem prefere apenas um dos estilos.

Podemos dizer que a trama abraça toda a franquia, citando outros títulos e fazendo referência e conectando alguns pontos. Porém a Capcom ainda peca em deixar pontas soltas com aquele intuito "tem mais por vir, aguardem", e esperamos que desta vez de fato continuem, respondendo e conectando ao menos os finais de Resident Evil 7 e 8 e aprofundem de onde veio o antagonista presente em Requiem.

Grande destaque é na dublagem nacional, trabalho impecável para equipe de atores e equipe que conseguiram transmitir com maestria os momentos de tenção e horror bem pontuados.

Resident Evil Requiem é uma celebração técnica impecável e um presente para os fãs de longa data. Ele consegue a proeza de unir todas as eras da franquia em um único pacote, oferecendo o melhor dos dois mundos: o pavor de estar indefeso e a satisfação de ser um herói de ação. NOTA: 8/10



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