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Crítica: Operação Red Sparrow


O filme, baseado no livro Roleta Russa, de autoria do ex-funcionário da CIA Jason Matthews,  conta a história de Dominika (Jennifer Lawrence), bailarina de destaque do Bolshoi (balé russo), que após um acidente no palco sua vida toma um rumo completamente diferente. Sem emprego e com a mãe doente, com risco de perder o apartamento que mora, que era patrocinado pelo balé, Dominika recorre a seu tio (irmão do seu pai), que trabalha para o serviço secreto russo e lhe oferece uma oportunidade de ajuda, para trabalhar como uma agente do governo russo.




Apesar da cena inicial mostrar um apartamento com vários detalhes antigos, sendo – quem sabe – até uma referência ao contexto histórico de boa parte dos filmes de espionagem, em poucos instantes somos situados no mundo moderno, com smartphones e carros atuais. Na verdade Dominika tem é uma vida humilde e vive numa “prisão” criada pela Rússia, para isolar as pessoas mais simples das comodidades do mundo moderno capitalista.

Ela é recrutada para uma missão que parecia simples mas dali sua vida muda completamente. Apesar de tudo que Dominika passa, uma coisa sempre chama a atenção: a sua vontade de sobreviver em meio a qualquer dificuldade que a vida propõe e é isso que o serviço secreto vê a ponto de recrutá-la, colocando-a numa escola para treinamento específico (de artes de sedução e outros tipos de manipulação para conseguir informações) para se tornar uma Red Sparrow (pardal vermelho, na tradução livre).




Não espere explosões, troca de tiros e lutas de tirar o fôlego. Operação Red Sparrow não é esse tipo de filme. É uma obra com um ritmo mais lento, desenvolvida em paralelo para contar não só o crescimento da personagem principal Dominika e mostrar as suas motivações, e contar, por outro lado, a história do agente especial Nathaniel Nash (Joel Edgerton), que trabalha para a CIA e possui um informante russo muito importante, o qual pretende proteger com a própria vida.

Em um determinado momento essas histórias se cruzam e Nate é a ponta que Dominika precisa para realizar o seu objetivo principal, trazendo uma reviravolta no final do filme. Então, se às vezes o filme traz a impressão de que haverá um encontro explosivo de paixão entre esses dois, é apenas uma ilusão que criamos, já que nem a história nos cria essa expectativa.

A personagem, apesar da ternura no olhar, consegue nos passar força e orgulho. Numa das cenas iniciais, ela é tocada por um homem com más intenções, enquanto pousava para uma foto no balé. O foco na expressão da personagem nos faz sentir todo o desconforto daquela cena, apenas com um olhar. E não para por aí.

Em várias cenas fortes, de nudez e tortura, percebemos como Lawrence se sai bem nos desafios que sua carreira propõe. Se foi um problema Jennifer Lawrence ter imagens íntimas vazadas na internet (sim, aquilo foi um crime e uma situação horrível), nesse trabalho ela lida com a nudez de outra forma, muito à vontade em todas as cenas, desde a tortura ao estupro.



Por cenas assim nos EUA, o filme foi classificado para apenas maiores de 17 anos. Não é pra menos, a atuação de Lawrence é excelente, uma entrega por completo à personagem.

O filme conta também com outros nomes importantes como Joaly Rochardson (O Patriota), Jeremy Irons, Matthias Schoenaerts (Garota Dinamarquesa), Ciarán Hinds (Game of Thrones; Liga da Justiça), Douglas Hodge (The Night Manager) e direção de Francis Lawrence (Hunger Games, Eu Sou a Lenda e Constatine). Operação Red Sparrow tem estreia prevista para 01 de março de 2018, nos principais cinemas do país.

A premissa não é noviadde, pois espiã russa. Salt com Angelina Jolie, Atômica com Charlize Theron (2017) e A Vilã (2017) já trabalhavam com isso, além da excelente série The Americans que trata do tema com mais realismo. Isso é uma coisa que, pessoalmente, me deixa chateada: será que a Marvel vai esperar filmes assim saturarem até produzir o longa da Viúva Negra? Vai saber…






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