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Um lugar Silencioso: Análise SEM spoilers

A família Abbott precisa sair de casa e encontrar outro local para sobreviver. Com três crianças para cuidar, Evelyn que havia perdido o marido, precisa descobrir um lugar seguro para protegê-las das criaturas sensíveis ao som.

Enquanto isso ela vai descobrir que os humanos também podem ser ameaçadores e mortais.

Millicent Simmonds, Noah Jupe e Emily Blunt se unem novamente nos papeis dos Abbott para a continuação do longa.

Um Lugar Silencioso 2 já estava pronto e em vias de ser lançado quando a quarentena fechou todas as sessões de cinema exatamente uma semana antes de seu lançamento. A Paramount sabiamente decidiu segurar a data de estreia e somente quase anos depois (e após sucessivos adiamentos) o filme chegou nas telonas, estreando em 10 de junho nos cinemas, quando eles de fato foram reabertos.

John Krasinski assina a direção e roteiro do segundo longa

A HISTÓRIA…

O longa é a continuação direta do primeiro, quando a família Abbott é atacada pelas criaturas e o patriarca Lee Abbot (vivido pelo então roteirista e diretor Jhon Krasinski, que também atua no filme) se sacrifica para salvar os filhos. Com alguns flashbacks que remontam o início do ataque alienígena e introduzem outros personagens, a trama mostra a mãe Evelyn Abbot (Emily Blunt), saindo com os filhos do local seguro que haviam construído há tantos anos, para se aventurarem em um mundo destruído e ameaçador. Com um bebê de colo que apresenta uma ameaça extra devido aos choros naturais que podem atrair a qualquer momento as criaturas, a família precisa sair da fazenda para buscar suprimentos e galões de oxigênio que usam no bebê quando precisam escondê-lo das possíveis ameaças.

Enquanto isso, Regan Abbot (Millicent Simmonds) – a filha mais velha – está continuando os experimentos do pai para encontrar uma forma de aniquilar as criaturas. E ela estará disposta a enfrentar grandes ameaças para conseguir concluir o plano iniciado por ele.

MAS, É BOM?

Um Lugar Silencioso II procura manter o mesmo clima de suspense que foi tão bem utilizado no primeiro filme, mas de uma forma mais expansiva e menos elaborada. Agora, o mundo distópico não é mais uma novidade, e é preciso que saibamos quais outros limites e ameaças eles poderão enfrentar.

Esse ponto marca a ruptura de um ambiente que estávamos acostumados a conhecer e que, de certo modo representava o conforto e segurança que a família tinha. Somos então convidados a conhecer novos lugares e sair literalmente do “lugar comum” para desbravar outros locais em busca de segurança.

Os flashbacks mostrados têm um tempo certo para nos inserir no universo antes do ataque e nos conectar um pouco mais com a família e alguns amigos. As cenas são curtas e objetivas, não usando esse recurso como um artifício para manter o clima do filme.

As cenas de ação são novamente bem elaboradas e frenéticas, deixando o filme rápido e com certa adrenalina e suspense.

A direção de John Krasinski acerta nos primeiros momentos do filme ao criar possíveis pistas, indicações e até referências ao primeiro longa. São alegorias que agradam e nos deixam conectados a segunda parte da história, e acabam ditando o ritmo do filme, sendo então utilizado de diversas formas ao longo da trama.

O grande problema é que essas alegorias da direção acabam se tornando repetitivas e previsíveis demais durante o filme: tomadas e cortes de câmera e direção, ações dos próprios personagens e saltos estranhos do roteiro se tornam um padrão constante a ponto de você conseguir prever certas conclusões de cena e situações com os personagens.

O roteiro (também assinado por Krasinski) não consegue manter a simpatia que tínhamos pelos personagens, e algumas de suas ações se perdem e são muito estranhas ou injustificáveis considerando suas próprias histórias e experiências. Algumas explicações ao longo da trama parecem também estarem soltas e jogadas, como se o roteiro estivesse apressado demais em desenvolver a trama e coloca-la logo nos momentos práticos da ação.

Outro ponto ligeiramente problemático são as interpretações dos atores que não conseguem se desenvolver da mesma forma que o primeiro filme, passando sempre muito aceleradas e com pouco tempo para demonstrarem certa profundidade: as aparições muito aguardadas de Cillian Murphy, por exemplo, não nos dão o devido tempo para criarmos certa empatia pelo personagem a ponto de entendermos seus motivos e suas escolhas enquanto um sobrevivente. E o mesmo acontece com Emily Blunt que, mesmo entregando uma excelente atuação, parece bem mais apática e superficial do que o primeiro longa.

Apesar desses problemas de certo modo “técnicos”, o filme consegue entreter e nos angustiar em suas situações mais tensas, além de nos mostrar um pouco da realidade fora da fazenda dos Abbot e sua realidade mais bucólica. A direção de arte apresenta excelente qualidade e as aparições das criaturas são realmente de tirar o fôlego.

MINHAS MODESTAS IMPRESSÕES SOBRE UM LUGAR SILENCIOSO 2

Um Lugar Silencioso II é um longa empolgante e frenético, mas que parece correr demais e não consegue concluir muito bem sua própria história. Parece funcionar bem se for considerado como um filme que terá outra continuação direta e portanto está no meio de toda a trama maior.

Nos resta aguardar para ver o que de fato irá acontecer, já que uma continuação foi mencionada, mas sem maiores informações.

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