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THE OLD GUARD: os novos justiceiros

THE OLD GUARD estreou em julho e já é considerado um dos maiores sucessos da Netflix, entrando para a lista dos dez mais assistidos.

O filme foi inspirado numa graphic novel de mesmo nome, de autoria Greg Rucka (premiado escritor de romances e quadrinhos, como Lazarus, Batwoman Elegy e Wonder Woman), que também assina o roteiro. A direção é de Gina Prince-Bythenwood (Nos Bastidores da Fama, Shots Fired).

Mas sobre o que esse filme fala?

Bem, se você ainda não viu, aconselho a assistir sem sequer ler a sinopse porque a surpresa será muito agradável. Foi o que eu fiz: entrei no app, simplesmente apertei o play e fui presenteada com quase duas horas de uma experiência muito agradável. Não é que a sinopse dê spoilers importantes, mas foi divertido descobrir determinados detalhes durante o desenrolar do filme.

Porém contudo todavia entretanto, se está curioso para saber sobre o que The Old Guard trata, vamos lá.

A sinopse diz o seguinte: “Liderados por uma guerreira chamada Andy (Charlize Theron), um grupo secreto de mercenários unidos com uma misteriosa incapacidade de morrer lutam para proteger o mundo mortal há séculos. Mas quando a equipe é recrutada para assumir uma missão de emergência e suas habilidades extraordinárias são subitamente expostas, cabe a Andy e Nile (Kiki Layne), o mais novo soldado a se unir a eles, ajudar o grupo a eliminar a ameaça daqueles que procuram replicar e monetizar seu poder por todos os meios necessários”. 


A Old Guard (é importante lembrar que eles não se “autodenominam” assim) é formada pela líder Andy (Charlize Theron), Sebastian (Matthias Schoenaerts), Joe (Marwan Kenzari) e Niccolo (Luca Marinelli).  Os quatro realizam diversas missões buscando fazer aquilo que acreditam que trará algum benefício para a humanidade, então as motivações já são mostradas logo no início. Não são mercenários, embora eventualmente cobrem por um serviço ou outro, como fizeram com James (Chiwetel Ejiofor).

O filme em si tem tomadas ótimas, locações bem legais e a história se desenvolve num ritmo bem dinâmico. Andy rouba as cenas e é a partir dela que criamos um vínculo com todos os integrantes do grupo da Guarda Antiga. Esses quatro estão juntos faz tanto tempo que dá pra sentir entre eles os vínculos de confiança e lealdade, mesmo quando uma vez ou outra alguém os esqueça. Quando um novo membro começa a entender a dinâmica do grupo, deixa de apresentar resistência para fazer parte dele.

The Old Guard, a meu ver, peca apenas no vilão. Lembra muito aquela coisa clichê de desenho animado, quando poderia simplesmente ser alguém menos cartunesco.

Honestamente, a nota no IMDB de 6.7/10 é até injusta. Os personagens são interessantes, cada um deles ligado a um contexto histórico específico e não ficaram estagnados no tempo. Por exemplo, se tem um personagem que era templário e foi “transformado” na época das Cruzadas, mais de mil anos depois esse mesmo personagem evoluiu, não é o mesmo de antes.

Não é nenhum filme que vai te fazer refletir sobre as camadas da profundidade da alma humana ou coisas assim. É um filme de ação sobre um grupo de justiceiros e seus próprios desafios. Afinal, “Quem não quer ver Charlize Theron com um machado?”.

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