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Tempos de Barbárie – Ato I: Terapia da Vingança

Sinopse

Em uma tentativa de assalto na cidade do Rio de Janeiro, a filha da advogada Carla(Cláudia Abreu) é baleada e acaba ficando em um estado grave e coma. Sem respostas, Carla tenta seguir a vida buscando ajuda em grupos de apoio. Sem conseguir aceitar o destino da filha e a falta de soluções por parte da polícia, transforma a busca por justiça em uma procura por vingança. No balanço entre a vida e a morte a qualquer minuto, ela decide fazer a justiça com as próprias mãos e testar o seus próprios limites.

Elenco: Cláudia Abreu, Alexandre Borges, Júlia Lemmertz, César Mello Diretor: Marcos Bernstein Roteiro: Marcos Bernstein; Victor Atherino; Paulo Dimantas

A violência urbana

Em Tempos de Barbárie aborda a criminalidade urbana de forma um pouco novelesca, mostrando logo em seu inicio e nos localizando na cidade carioca do Rio de Janeiro, onde existe esse estigma e visão de violência.

Após o trauma que a família sofre em ver a filha internada em um estado irreversível, a protagonista, Carla(Cláudia Abreu) passa por sentimentos de culpa e procura ajuda com uma terapeuta interpretada por Júlia Lemmertz, para entender os seus sentimentos de mãe que não conseguiu proteger sua filha, a impotência frente a sociedade e o ambiente que vive. E sem muito aprofundamento e de forma corrida a personagem já se envolve com um amigo de trabalho sendo interpretado por Alexandre Borges que entrega o típico brasileiro de discurso que “bandido bom é bandido morto”, induzindo Carla a buscar justiça com as próprias mãos.

A história constrói pensamentos sobre o sistema, a criminalidade e todo o circulo sujo enraizado em nossa sociedade que afeta muitas pessoas em nosso país sem evoluir na discussão, sendo assim seguindo o caminho mais rápido de decisão da vingança, sem se aprofundar em temas que poderiam ser mais bem detalhadas e dando espaço para se desenvolver e se conectar com os personagens introduzidos no caminho.

O que surpreende é a entrega de atuação de todos os atores e atrizes presentes na trama, que convence e traz a carga emocional necessária para equilibrar a direção. Esta, por sua vez, segue a princípio por um caminho apressado, mas isso pode ter sido uma decisão intencional para a continuação do próximo ato.

É apenas o Ato 1

Tempos de Barbárie – Ato 1: Terapia da Vingança é um filme com pouco conteúdo e ótimas atuações, momentos que não fazem muito sentido com base na realidade e impossíveis de acreditar, entra na categoria de filmes de violência mas não com tanta excelência como as obras de Fernando Meirelles.

Nota: 5/10

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