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Slender Man: Pesadelo Sem Rosto

A história de Slender começa em 2009, quando Victor Surge’ Knudsen cria a imagem de um homem alto, magro e sem rosto, para um concurso de Photoshop. Com o passar do tempo a imagem foi viralizando e começaram a surgir relatos de pessoas que juram, já ter avistado esse ser. De lá pra cá o mito foi crescendo e Slender Man se tornou uma das maiores lendas urbanas da atualidade,  inspirando contos, jogos e agora ganha seu primeiro filme.

O filme nos conta a estória de quatro amigas que durante uma festa do pijama decidem assistir ao vídeo que supostamente invoca a entidade conhecida como Slender Man, um homem alto, esquio e sem rosto, que tem o poder de abalar a sanidade de suas vítimas e até mesmo fazê-las desaparecer sem deixar nenhum rastro.

Após assistir ao vídeo, coisas estranhas começam a acontecer com as garotas, até que uma delas vê o Slender e desaparece. A partir daí as três amigas que restaram iniciam uma busca para trazer sua amiga de volta enquanto lutam para manter sua sanidade diante das visões e situações de pânico que Slender as faz passar.

Infelizmente, o filme desperdiça o grande potencial cinematográfico que a lenda de Slender tem, ao usar um roteiro fraco e confuso que acaba sendo ainda mais prejudicado pela péssima montagem do filme.

Ao mesmo tempo que o filme quer trabalhar um terror mais psicológico com uma pegada que lembra algumas obras de H.P Lovecraf, ele apela para ceninhas de jump scare sem graça que não funcionam.

Outro grande problema do filme é a forma como Slender é apresentado, sempre com tudo muito bem explicado e com a entidade aparecendo em imagens a todo momento, o que tira todo o suspense quando a criatura aparece de fato na trama.

Um ponto positivo do filme é o áudio que assim como nos jogos de Slender, ajuda muito para dar o tom de tensão, usando ruídos e efeitos sonoros que preparam bem o terreno para o homem sem rosto atacar suas vítimas. Se por um lado o som ajuda, do outro a fotografia peca bastante, em vários momentos o filme é muito escuro (mesmo para um filme de “terror”), o que dificulta muito na hora de entender o que está acontecendo em cena.

O que mais incomoda no filme entretanto é o fato dele ser uma adaptação de uma lenda urbana de renome, e em momento algum ele nos faz sentir medo, algo que é o mínimo que o longa deveria fazer.

Como já disse Slender é um mito com um potencial enorme para se fazer boas adaptações, mas infelizmente não foi desta vez, o jeito é esperar para ver se quem sabe um dia podemos ter algo um pouco mais trabalhado.

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