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SIGGRAPH: um pouco do que aconteceu no evento

Estivemos na SIGGRAPH, que aconteceu em Vancouver/CA, uma conferência anual sobre computação gráfica organizada pela ACM SIGGRAPH. Desde a sua primeira edição em 1974, o evento é frequentado por profissionais da área de tecnologia e além dos painéis e das novidades no mercado, faz premiações e abre as portas para a área.

Eventos desse porte normalmente são organizados com uma série de atrações simultâneas. Além do salão principal, feiras e bate-papo, milhares de painéis estão ocorrendo a todo o tempo.

Um pouco do que rolou no palco principal

O palco principal do evento era reservado às apresentações mais importantes e premiações. Além de lotar fácil, não era permitido fazer fotos ou filmagens das atrações. Por isso meu único registro dessa parte é esse:

No painel de abertura Turing Award Lectures, contaram a história do evento e da computação gráfica com Pat Hanrahan (renomado cientista de computação gráfica) e Edwin Catmull (co-fundador da Pixar e ex-presidente da Walt Disney).

Em outro dia, o local foi utilizado para exibir filmes que estavam concorrendo a prêmios no evento. Dentre os trabalhos candidatos sobre computação gráfica, tinha Encanto, The Batman, Ruptura (Severance), teve também o trailer de revelação de Outer Worlds 2 e muitos “behind the scenes”. Também tinha

A lista de todos os curtas que concorreram a prêmios pode ser consultada aqui.

Uma degustação do potencial de uma nova onda da realidade virtual

O teatro de VR tinha entradas cobradas à parte. Assisti duas coisas lá. Telefones eram proibidos lá dentro então a única foto que posso mostrar é a que está no próprio site:

Imagem: divulgação

O primeiro curta exibido na minha sessão foi Paper Birds, de German Heller e Frederico Carlini. Sinceramente essa foi a minha melhor experiência na sala.

A animação é incrível por si só, mas a forma com que ela é contada e te permite “estar” dentro da história junto com os protagonistas faz os sentimentos nossos ficarem ainda mais aflorados. Paper Birds conta a história de uma criança com excepcional talento para a música e ele precisa encontrar seu caminho pela escuridão para recuperar a sua irmã.


Essa sensação de “tocar” nos elementos da história é incrível. Tem uma cena, mais dramática, em que o personagem está andando sozinho num barco e enquanto ele rema, o cenário dinâmico vai mudando enquanto conversa com a história. Você pode interagir com as coisas ao redor ou apenas aproveitar, junto com o carinha, a solidão.

Sinceramente mal posso esperar para que as animações cheguei nesse nível. Apesar de ser uma experiência solitária, sem poder fazer entre amigos tal como o cinema permite, é algo muito interessante para se experenciar.

Logo em seguida foi exibido uma obra mais densa, o On the morning you wake (to the end of the world) da MetaQuest (trailer abaixo). Foi produzido e dirigido por Arnaud Colinart, Mike Brett, Steve Jamison e Pierre Zandrowicz.

O documentário conta a história de havaianos que receberam um alerta de bombas. A sensação é, realmente, de ser uma terceira pessoa acompanhando muito de perto todos os acontecimentos e as sensações das pessoas envolvidas.

Enquanto duas pessoas dialogam olhando para uma varanda, você olha para outros detalhes do cenário, mas a cena principal continua acontecendo. É o que ocorre também em um jogo, mas aqui a barreira entre o mundo físico e o mundo real é muito confusa, quase não existe. 


A proposta que foi mostrada é que documentários e filmes num geral podem utilizar as ferramentas do metaverso para deixar o telespectador muito mais imersivo dentro das histórias, ainda que não consiga controlar a narrativa (tal como alguns jogos permite). Os óculos e o fone com som 3D são essenciais pra isso.

Apesar dos equipamentos não serem financeiramente acessíveis, se isso chegar aos filmes de grande bilheteria vai ser uma experiência jamais imaginada. Pensa só a gente lá dentro da arena acompanhando Thor enfrentar o Hulk?

Metaverso foi o tema mais procurado pelos visitantes

Em todos os painéis que fui (ou tentei ir), dava para perceber como o assunto Metaverso atraiu muita gente. A entrada nas salas era por ordem de chegada e a capacidade máxima de pessoas foi rigorosamente observada. 

Para se ter uma ideia, em todos os dias, ao menos uma na parte da manhã e uma na parte da tarde, havia palestras envolvendo metaverso. Como criar vestuário mais “realista” para pessoas no metaverso, como trabalhar a privacidade dos usuários, como proteger crianças, como construir ecossistemas, quais novos recursos os óculos podem apresentar, dentre várias outras coisas. 

Uma das que mais gostei foi Future Skills for the Metaverse mostrando as apostas dos profissionais sobre as habilidades que serão valorizadas nesse mercado. Outra bem interessante foi a Privacy, Safety and Wellbeing: Solutions for the future of AR and VR com Callie Holderman, Michael Running Wolf, Liv Erickson e Eakta Jain, profissionais e acadêmicos da área de inteligência artificial, aprendizado de máquina, deep learning e realidade virtual. 

Imagem: PãoGeekeijo

Por ser um novo uso dado a uma tecnologia que vem sendo utilizada largamente no mundo dos jogos, por exemplo, dá para perceber que o mercado está entrando com tudo para explorar novos usos e como torná-los comerciais, ao passo que cresce também a preocupação em termos de responsabilidade, segurança e proteção dos usuários.

Expositores

No saguão do prédio principal do evento havia milhares de empresas expondo suas tecnologias em hardwaresoftware que eram novidades no mercado. Tinha gente de todo o canto lá. 

Muitos stands eram voltados especificamente para tecnologias de animação e computação gráfica, outros tantos eram escolas renomadas no mundo todo mostrando o plano curricular e os trabalhos de renome. Outros ainda ofereciam apenas facilidades para as pessoas, como um local para sentar-se, bater o papo e jogar alguma coisa enquanto os representantes da Unity, por exemplo, poderiam interagir com você ou tirar suas dúvidas sobre a ferramenta.

A minha curiosidade acabou indo para o stand da Meta, por curiosidade profissional e até acadêmica.  Além das ferramentas comerciais que foram apresentadas sobre aplicações de IA e metaverso nas empresas do grupo, havia um espaço com uma IA que animava desenhos. Você pode testar daí da sua casa: basta fazer o upload de uma imagem e escolher como desejará animá-la, setando apenas pontos básicos do desenho para os movimentos. Teste aqui.

Havia um stand do Blender por lá, software livre para modelagem tridimensional e editoração de jogos, e o seu criador, Ton Roosendaal, estava por lá sendo muito procurado para um bate papo e fotos.  


I'm back! #SIGGRAPH2022 #b3d pic.twitter.com/10cowVuaTh — Ton Roosendaal🔸 (@tonroosendaal) August 7, 2022

Gastei um bom tempo no stand da ASUS. Pra quem não é tão técnico no mercado de jogos ou computação gráfica, os produtos que estavam ali eram realmente sensacionais (imagina só para quem é da área).  A empresa levou muitos produtos da linha Pro Art com recursos muito úteis para quem precisa de uma boa capacidade de processamento e gráficos excelentes. 

O Asus ZenBook Pro Duo 15 OLED é uma máquina muito potente com uma tela 4k OLED HDR e um screenpad que pode funcionar também como extensão da tela ou outros aplicativos que podem auxiliar no trabalho.  Tudo isso num notebook de 15″. 

ASUS Zenbook Pro Duo 15 OLED UX582

Tinha muitas outras novidades por lá e parecia pouco tempo para ir em cada stand perguntar sobre o que eles estavam exibindo. 

Jobfair e oportunidades

Foi a primeira jobfair que fui na vida, afinal isso não é nada comum na área do Direito (que é a minha).  Várias empresas com um portfolio marcado por trabalhos importantes estavam recrutando inúmeros profissionais de todos os lugares do mundo. A feira aconteceu apenas um dia – o que foi uma pena, havia muita coisa lá. 

Tinha empresa lá que estava praticamente laçando qualquer pessoa para perguntar se alguém gostaria de conhecer as realizações da empresa e como é trabalhar lá. Infelizmente ninguém estava contratando advogado, mas mesmo assim eu ouvia atentamente as explicações e, de quebra, ganhava um brinde.  Eu posso até não trabalhar na Roblox mas agora eu tenho uma camisa bonitinha de lá. 

E aí, já esteve nesse evento antes? Se curtiu, comenta aqui dizendo o que achou!

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