top of page

Robin Hood – A Origem – Crítica

Nada de origem e sem empolgação

Dirigido pelo britânico Otto Bathurst, o filme narra em mais um dentre vários sobre o nobre Robin de Locksley convocado pela igreja e lutar nas cruzadas, ao se rebelar é mandado de volta para Nottingham. Chegando em sua cidade ele descobre que os poderosos da região tomaram seus bens e explora os cidadães confiscando todo o dinheiro.

Uma sinopse simples, até aqui tudo bem, mas agora começa os problemas, vamos por partes. Como dito, é mais uma trama dentre muitos que mostram de onde veio o príncipe dos ladrões, o que o título traz como “A Origem” não tem nada de novo para nos apresentar. Parecia ser uma grande promessa pelos matérias de divulgação e a ação ritmada em seus trailers, passou a ideia de que seria algo no estilo de Guy Ritchie, mas foi só uma tentativa de inspiração.

O elenco, estrelando o jovem Taron Egerton(Kingdsman) como Robin Hood nada convincente como um simbolo a ser seguido, seu inesperado aliado e mentor Little John, personagem de Jamie Foxx que convence em suas atuações e um bom coadjuvante. A conhecida e amada Marian interpretada pela bela atriz Eve Hewson, mas fica por ai, a beleza não é a única coisa para  sustentar uma personagem feminina tão importante – o famoso frei Tuck com sua pior representação feita pelo ator Tim Minchin. O grande vilão da vez é o Xerife de Nottingham com o excelente ator Ben Mendelsohn que entrega um bom serviço diferente do ator Jamie Dornan atuando como Will Scarlett.

Está pérola cinematográfica não chega a ser empolgante, ela se atrapalha no estilo filme que ser, ações com momentos de slow motion não passa a sensação de impacto. A caracterização para época causa estranheza pois todos usam coletes e sobretudo de couro e bem costurados parecendo algo mais moderno para ocasião e o desenvolvimento dos personagens é pobre. A impressão passada é de que o filme tentou fixar nessa modernização da mitologia de Robin Hood para se comparar com um herói de quadrinhos. Uma questão problemática é como justificar em um período teoricamente medieval onde um exercito tem apenas arcos, bestas, porretes, facas e nenhuma espada? Em um certo momento da história onde acontece um conflito com uma rebelião, bem fraca, o exercito opressor parecia um batalhão de choque da policia militar, com apenas escudos e porretes.

Robin Hood-A origem é facilmente dispensável, com uma trama fraca, direção ruim e péssimas atuações, salvando apenas Jamie Foxx e Ben Mendelsohn. Eu recomendaria que assistam Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões(1991) ou a versão de Ridley Scott de 2010.


0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page