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O guia do mochileiro das galáxias

Sobre o roteiro:

Não vou fazer nenhuma comparação com o livro, até porque as diferenças entre um e outro foram colocadas justamente pelo autor do livro, Douglas Adams.

Enfim, temos aqui um roteiro bem ao estilo do que Adams costumava escrever para as esquetes do Monty Python: usando e abusando do humor non-sense. Pra quem nunca ouviu falar, a trilogia de 4 livros (que na verdade são 5) traz a história de Arthur Dent, que estava prestes a ter sua casa demolida, e descobre, de uma vez, que seu melhor amigo é um alienígena, e a Terra será explodida em 5 minutos para abrir espaço para a construção de uma estrada intergalática. Sem tempo para processar todas essas informações, ele pega carona clandestinamente em uma nave. Não chega a ser spoiler, porque tudo isso acontece logo nos primeiríssimos minutos do longa. A partir disso, começa o festival de coisas sem noção, e de humor inteligente e mordaz, com diversas críticas ao comportamento humano, no que diz respeito a política, religião, economia, ciência, entre outros, com metáforas, diretas e indiretas.


O que este filme tem de especial?

 Bom, é um filme de ficção científica top de linha de Hollywood, então, é de se esperar uma trilha sonora digna de nota, uma produção com recursos bem satisfatórios, e efeitos visuais de encher os olhos, de forma a tornar tudo muito convincente. Exceto quando claramente não é essa a intenção (como os Volgans, por exemplo). As atuações também são muito legais. Martin Freeman faz muito bem um personagem completamente perdido que tenta se encontrar ao longo da história, Sam Rockwell sempre faz bem personagens lunáticos, como o fez em The Green Mile e em Moon, fazendo-o muito bem aqui de novo. E claro, Stephen Fry faz um narrador que é quase um personagem.


Porém, é claro que a estrela do filme é o roteiro, e seus bizarros elementos, como o gerador de improbabilidades, a dinamite Pan-galática, uma arma para induzir um estado de espírito, e um robô depressivo, pra ficar só na superfície. Não foi atoa que adquiriu o caráter de filme Cult, mas é difícil dizer se os livros teriam o mesmo sucesso sem o filme para alavancá-los. Não sei quanto ao exterior, mas no Brasil o lançamento dos livros, bem mais antigos, se deu com o lançamento do filme. Acho que uma coisa leva a outra, porém isto é irrelevante.


Quando e com quem assistir a este filme?

Bom… com as mesmas pessoas que você assistiria Star Wars, Back to the Future, e coisas do Monty Python. E com pessoas que apreciam um senso de humor mais refinado, com piadas inteligentes e críticas que vão bem na ferida. Sem censura etária. Só nunca o recomende aos fãs de Jet Li, e afins. Sacumé…


Ficha técnica

Elenco: Martin Freeman – Arthur Dent

Mos Def – Ford Perfect

Sam Rockwell – Zaphod Beeblebrox

Zooey Deschanel – Trillan

Alan Rickman – Marvin (voz)

Warwick Davis – Marvin (corpo)

Bill Nighy – Slartibartfast

John Malkovich – Humma Kavula

Stephen Fry – Narrador

Helen Mirren – Pensador profundo (voz)

Direção: Garth Jennings

Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Jonathan Glickman, Nick Goldsmith & Jay Roach

Roteiro: Douglas Adams & Karey Kirkpatrick

Trilha sonora: Joby Talbot

2005 – EUA / Reino Unido – 110 minutos – Aventura / Comédia / Ficção científica

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