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O DCU que nunca aconteceu: Liga da Justiça – Mortal

O Inicio de tudo

Antes mesmo de Christopher Nolan, Zack Snyder e James Gunn, a Warner Bros. trabalhou no projeto de Liga da Justiça Mortal, filme escrito por Kieran e Michele Mulroney (Sherlock Holmes o Jogo das Sombras) e com George Miller (franquia Mad Max) na direção. A ideia era estabelecer uma nova geração de heróis, iniciando uma franquia que se desmembraria em filmes solos dos integrantes do grupo, porém algo deu errado naquela época e que se repete atualmente na indústria, mas calma, iremos detalhar como tudo aconteceu (ou não). Anunciado em 2007, logo depois da decepção nas bilheterias de Superman O Retorno (2006) dirigido por Brian Singer (X men) e do cancelamento(já comuns na Warner/DC) dos projetos de Mulher-Maravilha (escrito por Joss Whedon) e Flash (de David S. Goyer), o roteiro recebeu o sinal verde do estúdio em junho do mesmo ano. Jason Reitman (Juno, Amor Sem Escalas) era o favorito para assumir a direção, mas o cineasta rejeitou a proposta de encarar um filme de grande orçamento, deixando espaço para George Miller. Com o diretor contratado em setembro, a pré-produção começou em outubro de 2007. O filme começou a ganhar forma. Marit Allen (Hulk, O Segredo de Brokeback Mountain) foi contratada como figurinista e mais de 40 atores participaram dos testes que escalaram Adam Brody (The Flash), Armie Hammer (Batman), Common (Lanterna Verde), DJ Cotrona (Superman), Megan Gale (Mulher-Maravilha), Hugh Keays-Byrne (Caçador de Marte), Santiago Cabrera (Aquaman), Zoe Kasan (Iris Allen), Jay Baruchel (Maxwell Lord) e Teresa Palmer (Talia al Ghul). A previsão era começar as filmagens em fevereiro de 2008, na Austrália, onde Miller também tocaria a pós-produção. Com um orçamento de US$ 220 milhões, o filme teria um visual bastante estilizado pelos efeitos visuais, seguindo a linha de Capitão Sky, 300 e Sin City.

Os problemas começaram em novembro de 2007, com a greve dos roteiristas assim como tem ocorrido atualmente em Hollywood. Sendo assim, a paralisação impedia que Kieran e Michele Mulroney fizessem qualquer alteração no roteiro, o que interrompeu a produção naquele momento. No mesmo mês, Marit Allen faleceu e a Weta Workshop (Senhor dos Anéis) assumiu o desenvolvimento dos uniformes. Terminada a greve dos roteiristas, os Mulroney voltaram a trabalhar no roteiro, mas a produção sofreu um novo contratempo. O governo australiano considerou o filme “muito americano” negando então os incentivos fiscais para o andamento do projeto obrigando George Miller a mudar o escritório de produção para Vancouver, no Canadá. Assim então, as filmagens foram adiadas para julho de 2008 tendo a esperança de que o filme pudesse chegar aos cinemas em algum momento de 2009.

Porque não chegou aos cinemas?

Quando iriam iniciar as filmagens, a Liga da Justiça de George Miller já não parecia mais interessante. A Marvel começava a sua história nas telas com Homem de Ferro, fazendo o oposto proposto por Miller, contando historias de seus herois separadamente para se unirem em um filme futuro. E a Warner Bros. passou a dar mais importância na versão sombria e realista de Christopher Nolan em O Cavaleiro das Trevas, lançado em julho de 2008 se tornando um sucesso de público e crítica da franquia do Homem-Morcego fazendo com que o estúdio tivesse uma nova proposta para suas adaptações dos quadrinhos. Sendo assim, não parecia a hora para levar um supergrupo (ou um novo Batman) para os cinemas – “Faremos um filme da Liga da Justiça, seja agora ou daqui a 10 anos. Mas não faremos, e a Warner não fará, até sabermos que é o filme certo”, declarou Gregory Noveck vice-presidente sênior de assuntos criativos da DC Entertainment em 2011.


Liga da Justiça Mortal entrou de vez limbo dos filmes cultuados que nunca existiram, rendendo “reuniões de elenco”, leituras de roteiro, planos para um documentário e perguntas ainda fazem para os envolvidos no projeto. O cancelamento ironicamente abriu espaço para filmes solos arquivados como Lanterna Verde (2011), se tornando também um fracasso. Depois do fim da trilogia de Cavaleiro das Trevas, a Warner começou a trilhar um novo caminho com O Homem de Aço, que ainda carregava o DNA do filme do homem morcego, sendo até produzido por Christopher Nolan mas com a assinatura visual de Zack Snyder. E o resto da história dos filmes da DC até aqui, vocês já conhecem.

A história


O filme começaria com um flashback, mostrando o funeral de um herói, mas sem revelar a sua identidade. No tempo presente, porém, o clima era mais leve, revelando os heróis já estabelecidos na Terra em um período de aparente paz mundial – Mulher-Maravilha (Megan Gale) discursava na ONU, enquanto Barry Allen/Flash (Adam Brody) almoçava calmamente com Iris (Zoe Kasan) e Alfred comentava com Bruce Wayne (Armie Hammer) sobre a redução da criminalidade em Gotham. Os metahumanos nunca chegaram a formar oficialmente um grupo, mas a maior parte já se conhecia de missões passadas, com a Mulher-Maravilha sendo a principal ligação entre os heróis e a representante oficial da comunidade de seres superpoderosos.


O conflito começa quando Caçador de Marte (Hugh Keays-Byrne) se vê vítima de um misterioso ataque, pegando fogo toda vez que entra em contato com oxigênio. Conforme cada metahumano segue para resgatá-lo também se vê vítima de ataques que exploram suas fraquezas. O responsável é Maxwell Lord (Jay Baruchel), vilão em busca de vingança pelos experimentos do Projeto OMAC (arco famoso dos quadrinhos) que lhe deram leves habilidades psíquicas. A causa, porém, é mais próxima dos heróis do que se imaginava. Os ataques aconteceram porque Batman foi hackeado por Talia al Ghul (Teresa Palmer), revelando a nanotecnologia implantada pelo Homem-Morcego para controlar os metahumanos caso algum deles perdesse o controle.

Com os heróis recuperados e Batman desculpado, o time se reunia para lutar contra os ciborgues controlados por Lord (que usavam pessoas inocentes como base) e eventualmente precisava lidar com um Superman mentalmente controlado pelo vilão – o que levava a um embate mortal com Mulher-Maravilha. Flash, personagem que o roteiro indica ter a melhor construção dentro do filme, e que roubaria as cenas pelo senso de humor, é quem se sacrifica, desaparecendo no espaço-tempo com Maxwell Lord (que se transformara em um organismo cibernético apocalíptico). No final, Wally West assumia o uniforme do tio e passava a integrar a Liga da Justiça.

Essa seria a trama principal idealizada por George Miller que depois seguiria por filmes solos dos heróis. Por muitos altos e baixos (mais baixos do que altos) a Warner DC finalmente aparente estar se fixando com novos responsáveis e lideres para dar, quem sabe, digna longevidade de sucesso para os heróis em um universo compartilhado totalmente pensado por James Gunn, que se provou capaz de entregar e entender os quadrinhos e personagens.

Bônus – Imagens e artes conceituais do filme




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