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I Wanna Dance With Somebody – A História de Whitney Houston | Crítica

No próximo dia 12 estréia I Wanna Dance With Somebody – A História de Whitney Houston, filme biográfico sobre uma das maiores artistas de todos os tempos. Com roteiro de Anthony McCarten e dirigido por Kasi Lemmons, o longa traz grande elenco, com Naomi Ackie como Whitney Houston e Ashton Sanders como Bobby Brown. 

O filme conta a vida de Whitney desde a juventude, quando fazia backing vocal para a mãe Cissy Houstou (Tamara Tunie), passando pelo auge do seu sucesso, até sua trágica morte em decorrência do abuso de drogas.

Família

Whitney Houston veio de uma família de grandes cantoras, filha de Cissy Houston, uma cantora de soul music e gospel dos Estados Unidos, prima de Dionne Warwick e afilhada de Aretha Franklin.

Mãe e filha cantavam juntas no coral da igreja e Cissy se mostra muito exigente com a filha, que já mostra traços de sua personalidade forte e autêntica, cobrando da garota uma atuação impecável como solista. Mais tarde, no entanto, é possível perceber também que a mãe era muito amorosa com a filha e sempre a apoiou na carreira de cantora, chegando até a interferir na banda para que Whitney pudesse dar o seu melhor no vocal.

Logo no início do filme, percebe-se que a relação familiar dos Houston era conflituosa. Cissy e John discutem calorosamente, enquanto Michael (JaQuan Malik Jones) tenta afastar Whitney da briga. Durante todo o filme fica claro que John era infiel à esposa, mas também à filha, de quem desvia grande parte do dinheiro. John morre depois de uma discussão com Whitney.

Relacionamentos

I Wanna Dance With Somebody aborda a bissexualidade de Whitney, mostrando sua relação com Robyn Crawford (Nafessa Williams), romancista que viria a ser sua diretora criativa. O relacionamento entre as duas mulheres é um tabu para a família de Whitney – tendo sido, inclusive, um desafio para a cineasta Kasi, já que a família estava envolvida na produção do longa. Em certo momento, John Houston sugere que as duas saiam com homens para “preservar” a imagem da cantora.

Depois de um tempo com Robyn, Whitney demonstra um conflito interno relacionado e sua orientação sexual, a religião e o desejo de constituir uma família. Em 1992, a cantora se casa com Bobby Brown (Ashton Sanders), com quem tem uma filha, Bobbi Kristina. A exemplo do casamento dos pais, o casamento de Whitney é conflituoso e marcado por infidelidade.

Carreira

Whitney começou a cantar no coral da igreja e fazendo backing vocal para a mãe até ser “descoberta” pelo empresário Clive Davies (Stanley Tucci), com quem assinou o primeiro contrato. A cantora fez um enorme sucesso já com seu primeiro álbum e foi premiada com discos de ouro e platina em todos os nove álbuns lançados, chegando a bater o recorde que pertencia aos Beatles na época, e tornando-se a artista feminina mais premiada da história. Ainda assim, Whitney foi alvo de críticas que a acusavam de não cantar “música negra” o suficiente. 

Mesmo com as críticas e envolvida em polêmicas, Whitney foi convidada para cantar no Super Bowl (final da principal liga de futebol americano nos EUA, que acontece anualmente e conta com shows de música nos intervalos das partidas) e no show promovido em homenagem a Nelson Mandela e contra o apartheid na África do Sul. 

Além de sua brilhante carreira musical, Whitney também atuou no cinema, com destaque para sua atuação como protagonista do filme O Guarda-Costas (1992).

Dependência Química

O filme aborda com delicadeza a situação das drogas na vida de Whitney, ficando claro que havia um problema, mas sem cenas muito pesadas a respeito. Após a morte do pai, a situação piora e Clive aconselha que a amiga procure uma reabilitação, mas apesar de seguir o conselho, a melhora não é definitiva e leva à morte da cantora em 2012. 


Aspectos técnicos

Chama a atenção no filme, o cuidado com os detalhes de cenografia e figurinos, assim como todo o trabalho de caracterização transporta o espectador direto para a época, o local e as personalidades envolvidas nas cenas. A atuação de Naomi é de extrema delicadeza e ela vai construindo a personagem de acordo com a evolução do filme, de Whitney Elizabeth Houston à Whitney Houston da maneira como a conhecemos. 

No entanto, apesar de ter quase duas horas e meia de duração, me parece que falta tempo para contar toda a história dessa enorme artista que foi Whitney Houston, e alguns acontecimentos passam despercebidos pelo longa, que ainda assim, merece ser assistido por todos aqueles que amam a música. 

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