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Godzilla II: Rei dos Monstros

Seguindo a diante com o plano de estabelecer seu universo compartilhado de monstros, a Legendary traz Godzilla II: Rei dos Monstros, sequencia do longa de 2014 dirigido por Gareth Edwards, que agradou aos fãs pelo respeito a mitologia da franquia, mas ao mesmo tempo foi alvo de criticas por acabar focando mais no drama humano do que nas cenas de ação que envolviam o verdadeiro protagonista do filme.

Já sendo bem direto sobre o filme, posso dizer que ele tem exatamente tudo que faltou no seu antecessor, se em 2014 faltava foco no Godzilla, aqui os holofotes são totalmente voltados para ele com momentos icônicos e batalhas dignas da magnitude desses seres que são literalmente apresentados como os primeiros deuses.

Como se trata de uma sequencia o roteiro segue um ritmo bem acelerado e conta muito com que a audiência já tenha um certo conhecimento sobre esse universo, o que pode acabar prejudicando um pouco a experiência das pessoas que vão assistir ao longa sem nenhum conhecimento prévio da franquia. Porem o nível de diversão e imersão que o roteiro proporciona acaba fazendo com que a audiência embarque na historia e compre a experiência  cinematográfica que nos é oferecida durante as mais de duas horas de projeção.

A parte técnica de Godzilla II é impecável, e conta com cenas de ação muito bem dirigidas e com todo um senso de escala muito bem trabalhado. Para nos passar a real dimensão da grandiosidade dos titãs, o diretor trabalha muito com a câmera subjetiva, e em vários momentos nos mostra relances dos titãs e até mesmo as batalhas pelo ponto de vista dos humanos que estão sendo perseguidos ou estão em meio a destruição, que alguns pontos nos faz lembrar das clássicas batalhas que eram feitas em maquetes nos filmes clássicos da franquia.

O maior acerto de Rei dos monstros é pegar o publico pela nostalgia, e neste quesito a Legendary fez um trabalho primoroso de homenagem a franquia, a começar pela decisão de trazer os três antagonistas mais clássicos do Godzilla, Mothra, Rodan e King Ghidorah. Suas origens e mitologias são respeitadas e bem trabalhadas, inclusive há a presença de um elemento clássico da mitologia da Mothra que vai dar um quentinho no coração dos fãs da rainha dos monstros. O redesign das criaturas ficou perfeito, mantendo as características clássicas e os tornando mais letais e funcionais em suas batalhas. O design de som dos titãs também está perfeito, foi feito um trabalho muito bacana de tentar manter a essência dos rugidos originais mas os tornando bem mais assustadores e imponentes.

Ainda no campo das homenagens um ponto forte é a trilha sonora, que resgata os temas originais e os coloca em momentos chave do filme, o que eleva muito o efeito épico em algumas cenas, desde a imponência do tema do Godzilla a toda misticidade e o tom de realeza no tema da Motrha.

Mesmo com alguns problemas no núcleo humano do filme, a força do longa está nos verdadeiros protagonistas do filme que são os titãs. Godzilla II acerta justamente no que seu antecessor pecou, o publico clamava por mais foco nos monstros e aqui temos isso feito de uma forma bem eficiente e satisfatória. Se você espera uma trama mais profunda esse não é um filme para você, Godzilla II é uma baita homenagem a todo legado desta franquia gigantesca e que esse ano completa seus 65 anos, e nesse quesito ele compre seu papel com louvor. Vida longa ao rei!

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