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Ghostbusters: Mais Além – Um filme feito com o coração

Investir em continuações, reboot ou remakes de franquias consagradas das telonas sempre foi uma estratégia da indústria cinematográfica nas últimas décadas. Porém essa tática nem sempre surtiu efeito positivo, na minha opinião foram pouquíssimas obras que de fato obtiveram sucesso. E não foi diferente com Caça-Fantasmas, em 2016 houve uma tentativa de remake que infelizmente não deu certo, o filme tem até seus pontos positivos, o carisma das protagonistas é um deles, porém isso não foi o suficiente para segurar o roteiro ruim, algo que acarretou o fracasso nas bilheterias e a decepção dos fãs.

Eis que chegamos a 2021 e temos uma continuação direta e interligada com os filmes originais, e junto com ela a desconfiança, será que vai dar certo dessa vez? E o que posso dizer é que deu muito certo. A meu ver, Ghostbusters: Mais Além é a melhor continuação de uma franquia oitentista já feita nos últimos tempos. Acredito que esse grande acerto da Sony remete ao fato desse projeto estar nas mãos das pessoas certas, no caso Jason Reitman e Dan Aykroyd. O primeiro, além de ser o cabeça do projeto, dirigir e roteirizar o longa é filho de Ivan Reitman, diretor dos filmes originais. O segundo, que dispensa apresentações, é um dos protagonistas, roteirista e produtor de todos os filmes, com exceção do de 2016. E qual o resultado disso? Um filme feito com o coração, cheio de nostalgia e referências sutis que vão deixar os fãs mais hardcore muito emocionados, além de preparar e apresentar a franquia para uma nova geração com maestria.

O filme gira em torno da família de Egon Spengler, mais precisamente Callie (filha), Trevor (neto) e Phoebe (neta), que são obrigados a se mudarem para uma cidadezinha no interior de Oklahoma motivados pela morte do patriarca e caça-fantasma que deixa sua velha fazenda como espólio para seus herdeiros. Ao chegarem à cidade todos se conectam de alguma forma com lugar, seja pelo passado no caso de Callie ou pelo novo no caso das crianças. Porém essa conexão é mais intensa em Phoebe, que conecta diretamente com seu avô. Apesar de não terem convivido, as coisas deixadas por ele, o temperamento e principalmente o amor dele pela Ciência os conectam por completo. Esse é o ponto central da trama que dá todo o tom emocional, familiar e nostálgico para história.

O carinho e o esmero com esse o filme são notáveis, a trilha sonora, que remete à original, é envolvente e pontual. Outro ponto alto da obra é o elenco, quero destacar três personagens: primeiramente a Phoebe, protagonista interpretada magistralmente por Mckenna Grace, ela rouba a cena e encarna muito bem a neta de Egon, é o coração do filme. Podcast (sim, esse é o nome dele) interpretado por Logan Kim, é o melhor alívio cômico e gera as melhores piadas, a química entre ele e a protagonista é perfeita. E por fim, Mr. Grooberson, personagem interpretado por Paul Rudd, é o professor “nerd velho” que conecta Phoebe e Podcast aos Caça-Fantasma, ele é essencial para a trama.

Ghostbusters: Mais Além é um filme fantástico que respeita a franquia e ao mesmo tempo traz o novo, que honra os fãs antigos e que com certeza despertará novos. É divertido e cheio de aventura em sua essência que traz muito o clima de obras como Goonies.

É difícil falar muito do filme, pois corremos o risco de esbarrar em spoilers que podem estragar a experiência, sugiro que corra deles. Não deixe de ver as cenas pós-créditos, são duas, uma logo no início dos créditos e outra após o término. Ambas são maravilhosas.

Fecho esse filme com nove pães de queijos e meio bem quentinhos, gostosos e feitos com amor, sem sombra de dúvidas um dos melhores filmes nerd do ano!

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