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Era uma vez em… Hollywood


Estréia hoje nos Cinemas de todo país o nono ou quem sabe o penúltimo (Por favor diga que não é verdade Tarantas…) filme dirigido e roteirizado por Quentin Tarantino, Era uma vez em… Hollywood. A película retrata o fim da era de ouro do Cinema Americano e se passa exatamente no período prévio ao assassinato de Sharon Tate e de seus amigos mortos pela Família Manson, caso que chocou os EUA e ficou marcado na história.


É em a esse cenário que contemplamos a obra mais “carinhosa” de Tarantino, nós bem sabemos que o cinema é o maior amor do diretor, em todas as suas obras é visível esse sentimento mas em Era uma Vez temos quase que o cinema dentro do cinema de uma forma muito bonita e sutil, são várias cenas no longa que retrata isso de forma magistral. No filme acompanhamos basicamente a história de três personagens  Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), Cliff Booth (Brad Pitt) e Sharon Tate (Margot Robbie).


Rick é um ator em decadência que busca se reerguer na carreira, outrora um astro do Faroeste,  agora um ator que só encontra  papéis secundários o que gera nele uma insegurança e problemas com alcoolismo. Rick foi inspirado em vários atores da época e DiCaprio o interpreta de forma incrível principalmente nas cenas no qual está sozinho em suas crises de insegurança. Cliff é dublê e melhor amigo de Rick, personagem com um passado obscuro e misterioso, possuí um sarcasmo icônico e a atuação de Brad é digna de Oscar, as cenas mais engraças do filme advêm dele, além dos melhores diálogos com Rick demonstrando entre eles uma amizade e companheirismo sem igual. Por fim temos Sharon Tate, uma personagem real que a meu ver é o ponto fora da curva do filme, apesar de pouquíssimas falas dadas à Margot Robbie a interpretação dela é maravilhosa, sutil, meiga quase que angelical é apaixonante vê-la em tela, destaco aqui a cena do cinema é maravilhosa.


Assim o filme transita entre esses três personagem mas o grande objetivo de Tarantino é representar uma era do Cinema e retratar uma época, é impressionante como ele reproduz isso em tela sem efeitos de CGI, os figurinos e o design de produção estão incríveis e faz com que o espectador se transporte para o final da década de 60 por meio dos carros, das roupas, placas e locações. Os planos detalhes, os closes e os movimentos de câmera nos faz imergir ainda mais nesse universo.

A montagem do filme é bem interessante, além de variar entre os três personagens já destacados o filme é recheados de flashbacks que nos ajuda a entender melhor a história e vários elementos destacados são importantes para a trama. A forma como o Cinema é retratado é belo, principalmente nas cenas de Rick Dalton no set de gravação, Tarantino brinca com o “filme dentro do filme” isso é genial.


Era um Vez em… Hollywood é um dos filmes mais diferentes de Tarantino, possuí o DNA dele sim, porém tem uma sutileza, maturidade e amor retratado em tela além de ser o filme mais divertido do diretor, mas não deixa de ter violência que é o cartão de visitas do diretor que vem de modo apoteótico no último ato do filme e sem dar SPOILERS mais uma vez Quentin nos entrega a sua versão da História. Mais uma obra acertada!

Te amo Tarantas, que não seja seu penúltimo filme!

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