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Dia da Consciência Negra: dicas na cultura pop para se conscientizar

No Brasil o Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares. É uma data importante que levanta questões sobre racismo, discriminação e nos lembra de refletir sobre as posições de privilégio dentro da sociedade e da importância da luta antirracista para se buscar a igualdade social.

Eu sou branca e nunca saberei dizer ou indicar quais as melhores obras da cultura pop para consagrar a cultura negra em questão de representatividade, mas, sob meu olhar – de privilégio – posso falar de obras que provocaram em mim essa reflexão. Então, sem a intenção de fazer falar de situações que eu não entendo e não passei mas buscando consagrar o Dia da Consciência Negra e da importância de se entender que a luta antirracista é uma luta de TODOS, vou listar aqui algumas dicas que nos ajudam a conscientizar sobre isso, de forma direta ou indireta.

Um jogo: DANDARA

Dandara é um jogo incrível no estilo metroidvania 2D, cujo nome da protagonista foi inspirado na guerreira Dandara, mulher de Zumbi dos Palmares. Tudo nesse jogo é uma delícia: os gráficos, a fluidez da jogabilidade e a história. Dandara, assim como a sua inspiração, é uma personagem forte, marcante e claro, é um marco por ter uma personagem negra (mulher negra, preciso reforçar) ocupando um espaço de protagonismo. Nem sempre negros precisam ocupar espaços para falar sobre racismo (porque não é o preconceito racial que os define) e Dandara faz isso de uma maneira incrível.

Uma animação: HAIR LOVE


Esse é um desenho de 2019 escrito por Matthew A. Cherry, que agora tem projeto para virar uma série da HBO. A animação, vencedora do Oscar, mostra a dinâmica familiar na família de uma jovem negra e sobre a aceitação (de ser quem ela é), sobre como se sentir bem com o seu cabelo.

Um desenho animado: Super Choque

Super Choque (DC Comics) é a história de Virgil Hawkins, um adolescente que após ser exposto a um gás estranho recebe super poderes e decide então se tornar um super herói.  O desenho, embora voltado para o público infanto-juvenil, aborda de forma madura tópicos de racismo e discriminação. Pra alegria de todos, o desenho será adaptado para um filme e o projeto está sob a direção de Michael B. Jordan que dirigiu também a série incrível Raising Dion.

Um filme: Destacamento Blood


É quase intuitivo querer indicar Pantera Negra aqui na lista, mas para fugir um pouco (sem desmerecer a grandiosidade desse filme, claro) a dica que dou é Destacamento Blood, filme que estreou esse ano na plataforma de streaming e conta com a direção de ninguém mais ninguém menos que Spike Lee. Conta a história de um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã que retornam ao país anos depois em busca dos restos mortais de seu admirado comandante e de um tesouro que eles esconderam. Esse reencontro mostra a marca na vida de todo o grupo, seja com a guerra, seja com o momento que os Estados Unidos estava passando na época.

Um documentário: OLHOS QUE CONDENAM

A série, disponível na Netflix, nos mostra o peso do racismo no julgamento de um caso baseado em fatos reais. É impossível não se sensibilizar com as dores de cada um dos cinco personagens que estão sob julgamento, que provocam a reflexão – ao menos em mim – de como a sociedade usa o “dois pesos, duas medidas” das mais diversas formas que, para quem está numa posição privilegiada, mal consegue perceber.

Uma série: TODO MUNDO ODEIA O CRIS

Terminando a lista com um pouco de leveza, a série, consagrada no Brasil, traz em tom de humor questões muito sérias sobre racismo e privilégio na sociedade norte americana nos anos 80. De forma às vezes sutil, às vezes não, a série mostra como o racismo está estruturado em todas as instituições da sociedade: no trabalho, na escola, na rua, no transporte coletivo e como isso influencia na criação de Cris e de seus irmãos.

Dicas extras:

RAISING DION


KIN


Tem alguma outra sugestão que você acha que deveria estar nessa lista? Conta pra gente!

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