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Crítica: Thor Ragnarok

O terceiro filme solo do Deus do Trovão chega aos cinemas nessa semana com as seguintes indagações: é um filme de super-herói com comédia? Ou um filme de comédia com super-herói?

Pois bem, aqui temos um gênero “Comédia” muito bem definido no qual todo universo heroico são escadas para excelentes piadas e isso é a grande novidade da película. Acredito que daqui pra frente os filmes baseados em quadrinhos vão servir de pano de fundo para gêneros específicos, vide o vindouro Novos Mutantes da FOX que se enquadra no Terror.

Mas você pode se perguntar: e a tal “Fórmula Marvel”? Já não são filmes divertidos? Engraçados? Coloridos? Leves? Sim, mas em Thor: Ragnarok o propósito é a zoeira nerver ends e não se levar a sério destacando com clareza o objetivo da direção de Taika Waititi, a comédia exacerbada.

Todo esse ambiente cômico nos traz o melhor filme do personagem, se diferenciando e muito dos dois anteriores que estão bem abaixo da média e perdidos no esquecimento. A trama gira em torno da busca de Thor por evitar, de certa forma, o Ragnarok em Asgard, evento bem similar ao Apocalipse bíblico, só que nórdico. Tal fato o coloca em diversas situações inusitadas, estas que foram desencadeadas  pelo retorno de sua irmã Hela, a deusa da morte, vivida por Cate Blanchett que visivelmente se diverte no papel e está muito bem. A evolução de Chris Hemsworth é notória: ele está muito à vontade, solto e com um carisma incrível. Sua veia cômica joga a seu favor, parece que de fato o ator achou o tom do personagem. Tom Hiddleston destaca-se mais uma vez como Loki, esse que caiu nas graças do público desde Os Vingadores. Mark Ruffalo entrega um Bruce Banner bem diferente de outrora parecendo até ser outra persona, não condizendo com o último e isso traz um certo incômodo em tela. Já o Hulk está excelente: falante e muito engraçado, parece uma criança rebelde proporcionando cenas hilárias com os demais personagens.

O grande destaque desse filme vai para a atuação de Jeff Goldblum como o Grão-Mestre, sua presença é icônica. Tessa Thompson também não fica para trás sendo uma bela surpresa e possuí papel importante na trama.

Visualmente o filme é incrível, cheio de cores vivas e quentes que homenageiam os traços de Jack Kirby. A trilha sonora casa perfeitamente cheia de sintetizadores no melhor estilo anos 80 além da presença marcante de “Immigrant Song” do Led Zepplin que tem papel importante em duas cenas em específico. As lutas estão de cair o queixo, mostram muito bem o poderio dos heróis em combate e não só na luta da Arena em Sakkar que o próprio trailer já mostrava sua grandiosidade, mas nas outras também.

Os pontos negativos do filme estão em sua montagem, a edição nos passa uma sensação que está tudo um tanto quanto corrido. Outro é o contraste entre as grandiosas cenas de ação que se contrapõem com as demais cenas de situação cômica com enquadramentos mais fechados.

Thor: Ragnarok é um bom filme, mostra que a Casa das Ideias busca se reinventar a cada novo filme seu Universo Cinematográfico trazendo um novo gênero que não aquele “filme de super-herói”, talvez isso pode trazer uma certa estranheza naquele fã mais puritano ou agradando ainda mais uma outra parte dos fãs.

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