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Crítica | Shazam! 2 Fúria dos Deuses, tem momentos engraçados num roteiro perdido

Shazam! Chega aos cinemas como um remanescente do antigo planejamento da DC.  O novo longa da saga, Shazam! Fúria dos Deuses, tem momentos engraçados num roteiro que além de perdido no filme, também não sabe aonde se encaixa nessa fase nova que esta por vir nas mãos de James Gunn.

O filme começa mostrando o cotidiano de Billy Batson (Asher Angel) esse que inclusive tem muito pouco tempo de tela, o que é uma pena, pois o ator é bem carismático no primeiro filme e explorar um pouco mais da sua vida nos dias atuais como Batson seria interessante. Mas o roteiro opta por ir por outro caminho e mostrar mais o cotidiano da  “família Shazam” e suas relações, que incluem um herói inseguro e com medo de ficar sozinho novamente (Shazam) e nas diferenças e preocupações de cada irmão, porém de forma rasa.

O filme  tem o  retorno de Zachary Levi no papel principal, que mesmo com sua veia cômica, acaba ficando por varias vezes em segundo plano tendo alguns destaques  com frases de efeito cômicos fazendo referências à séries de TV e outros heróis da DC, mas não inova em nada comparado ao primeiro filme principalmente por conta do roteiro que tem um desenvolvimento inicial interessante, porém se perde totalmente no decorrer do segundo e terceiros atos. A forma como o roteiro  desenvolve sua principal ameaça é preguiçosa e totalmente desconexa. Nem mesmo a presença de nomes importantes como Helen Mirren e Lucy Liu, conseguem salvar a narrativa, pelo contrario, as vilãs são totalmente genéricas e mal construídas, tanto na atuação caricata como pelas falas de efeito que parecem ter sido escritas as pressas apenas para preencher o roteiro. 

O destaque do filme fica para Freddy (Jack Dylan) e Anthea (Rachel Zegler), que conseguem ter um certo desenvolvimento, ainda que previsível!  Os dois protagonizam cenas que funcionam bem no primeiro ato do filme, que mostra um drama adolescente com paqueras e bullying na escola e como é a vida atual do Freddy, e o que mudou após o primeiro filme no seu dia a dia na escola. Porém novamente o filme se perde em não explorar nada e nenhuma das relações sejam elas entre os irmãos ou entre o trio de vilãs com profundidade deixando as motivações de ambos os lados vazias. 

A ação de Fúria dos Deuses não traz nenhuma cena impactante e perdi a chance de explorar ações mais colaborativas entre os irmãos deixando tudo muito genérico e sem  sequências marcantes, muito por conta das vilãs que não demonstram nenhum vigor físico e nem o uso de poderes que poderiam facilmente suprir a questão física. O dragão de madeira, talvez seja o maio destaque em termos de CGI do filme, pois realmente esta bem feito, mas que não empolga.

Shazam! 2 Fúria dos Deuses se vende apenas como um tradicional filme de sessão da tarde, que pode agradar em termos de diversão alguns e a criançada, porém ele peca exatamente por conta desse estilo descompromissado, exagerando nas piadinhas de efeito e se perdendo no roteiro com diálogos clichês. O que na minha opinião, o coloca como um dos piores filmes da DC.

Para aqueles que tiverem interesse o filme possui 2 cenas pós créditos que deixam em aberto o futuro do herói nessa nova fase da editora nos cinemas. NOTA: 4,5/10

Ficha Técnica do filme Shazam 2: Fúria dos Deuses

Título original do filme: Shazam! Fury of the Gods

Direção: David F. Sandberg

Roteiro: Henry Gayden, Chris Morgan

Duração: 130 minutos

País: Estados Unidos

Gênero: ação, aventura

Ano: 2023

Classificação: 12 anos

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