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Crítica – Pequena Grande Vida

O novo filme do diretor Alexander Payne, Pequena Grande Virada nos apresenta um momento onde a ciência descobre uma maneira brilhante de minimizar os estragos do homem ao meio ambiente e dessa forma preservar o planeta e a raça humana. Os cientistas descobrem uma maneira de reduzir um adulto de 1,80 metros de altura para 12,7 centímetros, dessa forma o impacto no meio ambiente e o custo de vida são bem menores.

A estória acompanha a trajetória do personagem Paul Safranek (Matt Damon), que é casado com Audrey (Kristen Wiig). Ao perceber que sua vida não esta caminhando conforme os planos do casal e  enfrentar as dificuldades financeiras do dia a dia, eles decidem então se submeterem-se ao processo irreversível de diminuição que acabaria com os problemas financeiros e realizaria os sonhos do casal já que o custo de vida é bem menor e o rendimento do dinheiro bem maior. No entanto, Audrey (Kristen Wiig) desiste do processo após Paul Safranek (Matt Damon) já ter sido reduzido e ele se vê sozinho para reconstruir a sua vida em um mundo totalmente novo.

Apesar da premissa interessante o roteiro escrito por Alexander Payne e Jim Taylor se monstra confuso em muitas partes do longa com cenas deslocadas que poderiam ser resolvidas com simples diálogos entre os personagens. Ao mesmo tempo que o filme parece apontar para uma direção, ele passa a focar em outra. A decisão do diretor ficar na abordagem de alguns temas se perde na falta de desenvolvimento dos mesmos, pois em alguns momentos se fala sobre política e a desigualdade social, e em outros sobre a preservação do meio ambiente, o impacto econômico que o encolhimento trouxe para a sociedade, o preconceito dos normais para com quem realizou o procedimento, imigração e a busca do personagem principal para se encontrar no meio disso tudo.

Pequena Grande Vida ainda assim consegue passar para o telespectador bons argumentos e momentos  divertidos principalmente na sua metade em diante mostrando os caminhos e escolhas feitas por Paul Safranek (Matt Damon) e sua adaptação na nova realidade, incluindo questões de desigualdade social e preconceito que voltam a se repetir no mundo dos pequenos ao contrario das propagandas nas televisões e nos centros de encolhimento espalhados pelo mundo que mostram um mundo dos sonhos.

E é nesse ponto do filme que somos apresentados ao Cristoph Waltz seu vizinho contrabandista, Udo Kier seu amigo capitão de um navio e a Hong Chau uma militante vietnamita que trabalha como faxineira para Cristoph, com a qual Paul aprende que aquele ambiente dos sonhos não se difere tanto assim do mundo dos normais. Mas ao mesmo tempo que o roteiro mostra-se interessante, perde o fôlego rapidamente por não definir qual dos temas apresentados deve ser desenvolvido.

Alexander Payne que possui bons filmes em seu currículo não conseguiu manter a sua formula no roteiro de Pequena Grande Vida, O ritmo com a qual conduz o filme, é um compilado de reflexões que infelizmente não se estabelecem no longa e perdem o peso nos levando a lugar nenhum.

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