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Crítica: Pé Pequeno

“Há sempre uma pequena verdade atrás de toda grande lenda.”

A animação que é dirigida por Karen Kirkpatric conta em sua dublagem com Channing Tatum (Migo), Zendaya (Meechee) , Common (StoneKeeper), James Corden (Percy) , Gina Rodriguez (Kolka) , Danny DeVito(Dorgle-pai de Migo) e o jogador de basquete LeBron James (Gwangi).

A estória se passa no Himalaia e nos apresenta como é a vida dos Yetis , também chamados de abomináveis homens das neves ou Sasquatch, acompanhamos de perto a rotina de Migo (Channing Tatum) que vive com o pai e é bastante conhecido em sua comunidade . Os Yetis vivem pacificamente no topo de sua montanha que acreditam ser um lugar especial e tem a vida direcionada por regras escritas em pedras que ficam sob a proteção do Guardião das Pedras (StoneKeeper) .

Após um evento que o leva a um encontro inusitado com um ser humano, Migo retorna à aldeia e conta ter visto o lendário ser “Pé Pequeno” e isto traz consequências inimagináveis para os seus amigos.

Por outro lado, nos deparamos com Percy , um explorador da vida selvagem, que está no Himalaia com sua equipe para encontrar espécimes singulares e interessantes para seu programa de TV.

A partir do entrelaçamento destas duas vidas tão diferentes, a animação toma outro rumo, ao contrário dos filmes deste gênero , aqui ele ganha ares mais sérios e reflexivos sem , no entanto , perder o ritmo, a diversão e a leveza.

É interessante a forma como a narrativa nos conduz pelo caminho da descoberta de que a diferença não tem que necessariamente algo a ser temido e sim entendido ,e , que dependendo do ponto de vista, a fera pode estar presente de formas muito peculiares tanto de um lado quanto do outro.

A delicadeza das lições transmitidas embaladas por uma trilha sonora inspiradora e muito empolgante e acrescida da dublagem brasileira ( impecavelmente engraçada, atual e que traz uma maior proximidade com o público infantil) são os elementos principais que prometem alavancar o sucesso para este filme.

O mais importante é que em tempos de tantas “certezas absolutas”, “dúvidas imperdoáveis” , preconceito, intolerância , divergências, medos infundados, doenças (da alma e do corpo), ódio generalizado, guerras ,disputas e, tudo isto, causando grande sofrimento, não percamos de vista que: o que nos incita, que nos causa aflição é também o que nos cega e não nos permite ter uma visão do todo. E, que precisamos uns dos outros para conseguirmos dissipar as nuvens que separam Yetis e humanos para enfim dialogarmos, nos vermos como semelhantes, perdermos o medo do novo e entendermos que nossas vidas são entrelaçadas e que somente juntos podemos escrever uma nova história. Obrigada, Warner!!!

“ …Don’t stop believin’…”

https://www.youtube.com/watch?v=Q9URI9mwjNA

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