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Crítica | Judy: Muito Além do Arco-Íris

Judy: Muito Além do Arco-Íris é um filme que conta uma parte da vida de uma das mais famosas atrizes da era de ouro do cinema: Judy Garland. A trama opta por mostrar o início e o fim de sua carreira, o começo em seu primeiro filme (acredito o de maior sucesso) “O mágico de Oz” em que interpreta a querida Dorothy e o final com suas apresentações musicais em Londres em 1968.

Para quem acha que sua vida foi somente feita de filmes gloriosos se engana, o diretor Rupert Goold nos revela que na vida pessoal as coisas nunca foram as mil maravilhas. Devido ao começo bastante abusivo por conta do diretor de “Mágico de Oz”, Judy carrega vícios e estigmas para o resto de sua vida, o que o deixa bastante triste e melancólico. O filme também mostra a relação conturbada com seus ex-maridos e uma mãe dedicada que somente queria o melhor para os filhos, mesmo que isso a obrigue a ficar longe deles.

Tecnicamente falando a grande chamariz e ponto alto do filme é a atuação de Renée Zellweger (que vem ganhando todas as premiações que vem disputado de melhor atriz) como Judy Garland, ouso dizer que o filme foi feito exatamente para ela brilhar no papel. Seja atuando ou cantando, destaque para “Over The Rainbow” que emociona bastante, Zellweger merece todas as premiações porque ela consegue captar toda doçura e simpatia que Garland exala em seus vários momentos.

Porém, falta brilho e paixão em todo o filme. Tudo é muito frio (as vezes, até sem graça) e sem glamour. Um filme do tamanho da grandeza de Judy Garland que até hoje é símbolo de uma era e também da cultura pop merecia algo mais grandioso. Na pressa de contar a história, muitas coisas são atropeladas e mal construídas/contadas beirando aquele filme biográfico genérico.

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