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Crítica I A Primeira Comunhão

Opa! Blzura?

Estreando os trabalhos aqui no Pão Geekeijo e fiquei na incumbência de assistir e fazer aquela resenha marota sobre o filme “A Primeira Comunhão”. Bom, já indo direto ao ponto, é uma verdadeira bomba! Foram mais de 1h30 de um enredo fraco, efeitos toscos e atuações beeeem medianas. E olha que curto filmes espanhóis de terror!

Bom, a premissa é que um grupo de amigos volta de uma balada à noite e acaba sendo “amaldiçoado” por um espírito de uma menina que assombra o pequeno vilarejo onde eles moram.

Aí é um clichê atrás do outro, com portas batendo, janelas fechando, uma boneca sombria e um fantasma com efeitos bem fraquinhos.

Outros filmes como “Sorria” ou “O Grito”, por exemplo, dão uma sensação muito melhor e angustiante da ideia de ter um espírito te perseguindo e assombrando. No caso deste longa, a assombração parece arrastar suas vítimas por meio de alguma espécie de contato telepático, para um local em ruína, abandonado, submerso, onde ela se agarra a eles como numa tentativa de afogá-los. No filme, ninguém morre por isso. Na verdade, do quarteto de amigos, só um morre devido a um acidente de carro causado pelo susto do dito espírito.

Logo no início, você já manja que a ideia é aquela de praxe, onde o fantasma é a alma atormentada de alguém pedindo ajuda. E para não restar dúvida, na primeira cena do filme, no pátio da igreja, aparece uma mulher, do nada, perguntando pela filha desaparecida. Aí já fica óbvio que aquela informação não é de graça.

Há uma cena de abertura que já estava me esquecendo (para você ter uma ideia do quanto o filme é interessante), que mostra uma garota atormentada pelo mesmo espírito e que para se ver liberta dele, comete suicídio na frente do namorado. E é só por meio dessa carinha aí é que o trio sobrevivente começa a ligar os pontos e tentar desvendar o grande mistério.

Aí eles descobrem que o padre do vilarejo sabia quem era a menina (mas justo quando eles vão procurá-lo, o fantasma já o matou). Sabendo o nome da menina de já tendo conversado com os pais, descobrem haver algo nas catacumbas sobre a igreja (outra informação que já é dada lá no início do filme).

Lá embaixo, a protagonista cai num fosso, abraça (literalmente) a tal entidade, tem visões do que aconteceu e daí o espírito vira um esqueleto e todos ficam bem.

E é só nesse ponto, nos 2 ou 3 minutos finais é que o filme consegue entregar algo interessante, quando as duas garotas do grupo de amigas e a irmã mais nova de uma delas, estão em casa e a assombração volta a atacar, mas daí uma delas liga os pontos e suspeita que na verdade, o que elas fizeram não foi se libertar da assombração, mas libertar a assombração (só não sabem de quê). E aí, de um canto escuro do quarto, surge um monstro um milhão de vezes melhor produzido e bem mais assustador do que a menina fantasma. Pena que ele não tem sequer um minuto de participação.

E aí, para fechar, você descobre que a tal maldição não começou com a menina do filme e que ela, na verdade, também foi amaldiçoada, mas não há nenhuma explicação de como ou por quê. Depois, fim.

Eu sou fã de filmes de terror, principalmente os bem feitos. Daí não me importa se é um jumpscare gratuito (como REC 1 ou 2) ou aqueles mais densos (como Hereditário). Mas o filme precisa ter uma coesão, roteiro, produção.

A impressão que tive é que metade do filme é só enrolação. Eles poderiam muito bem ter enxugado (e muito) várias cenas e cortado inúmeros atores, com pouca ou nenhuma relevância direta na história. A primeira metade do filme seria então a resolução nas catacumbas e a outra metade, num plot twist bem feito, a descoberta de uma maldição dentro de outra maldição.

Mas além desse acerto no roteiro, seria preciso ainda uma mudança na forma de abordar a assombração. Como o filme parece ter um orçamento bem restrito, eles poderiam insinuar situações que deixariam mais explícito, o que só aumentaria a tensão. Logo, ao invés de fazer as luzes piscarem quando se manifesta, poderia ser algo mais sutil, como a porta de armário se abrir, deixando só uma fresta e um sussurro sair lá de dentro, ou aparecer só a mão, ou um vulto de algo lá. Assim, eles economizaram nos efeitos e poderiam investir mais pesado na criatura no arco final. Mas infelizmente o que temos para o longa é uma maquiagem horrorosa que deixa muito a desejar.

Enfim, é um filme bem fraco com orçamento mal aproveitado. Eu cheguei a dormir 3 vezes e precisei voltar algumas cenas para conseguir chegar ao final. Então o veredicto é o fosso, onde todas essas aberrações cinematográficas merecem estar… (não sou diretor de cinema, mas acho que daria conta de fazer um filme bem melhor do que esse, viu…rs)

E se você leu até aqui, deve estar se perguntando: “Douglas, mas o que tem a ver a tal Primeira Comunhão com filme?”. Na verdade, a questão ficou na tradução do título, que no original é “A Garota da Comunhão” e que no Brasil, foi alterado sabe-se lá por quê. Ainda assim, é um título bem meia boca, mas que está no mesmo nível do filme, então tá tudo certo. 😉

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