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Crítica: Brightburn – Filho das Trevas

Brightburn chega aos cinemas nessa quinta-feira dia 23 de maio, com a direção de David Yarovesky  que tem em seu currículo como diretor o filme: A Colmeia de 2014 onde também assina como roteirista e o clipe musical: Guardiões da Galáxia: Inferno que conta com a participação de alguns atores do filme num clima bem anos 70 e 80. O filme conta com a produção de James Gunn e Kenneth Huang e o roteiro assinado por Brian Gunn e Mark Gunn.

O longa traz uma premissa bem conhecida para o público, sobre um bebê que chega ao planeta Terra em uma cápsula espacial e aterrissa em uma fazenda no estado do Kansas, EUA. A criança então é criada por seus pais adotivos que são fazendeiros que não podiam ter filhos  e que aos poucos com o crescimento da criança tanto os pais como o menino vão descobrindo os seus  incríveis superpoderes. Só que ao contrario do nosso herói azul e vermelho que carrega o S que simboliza a esperança no peito e assim protege a humanidade, imagine que essa criança que veio do espaço, na verdade tenha vindo com outras intenções  e que seus poderes serão usados para o mal.

A ideia por traz do filme sem duvidas é interessante, principalmente com esse novo conceito que o diretor tenta trazer para as telonas,  reformulando a nossa ideia de origem de um herói a que utiliza a base do Superman como pano de fundo, só que contando com uma outra perspectiva e no processo adicionando elementos do suspense e terror. Para os fãs de quadrinhos que já estão bem familiarizados com este tipo de recurso e narrativa, onde se coloca os  personagens já conhecidos do grande público em situações alternativas levando-se em conta pequenas variações em suas origens e surgimentos onde, num primeiro momento nos empolga com os trailers e o roteiro com a promessa de algo novo.

Pois tudo isso contribui para ser uma boa saída para criar outras opções para o gênero de heróis, tão explorados em nossos dias atuais e como forma de atrair um publico diferente com essa dose de terror e suspense para as telonas do cinema. A primeira promessa que tivemos para investir nesse estilo foi o filme, Os Novos Mutantes, que surgiu com a promessa de entregar algo similar no que diz respeito ao gênero de terror/suspense mas que teve suas datas adiadas por varias vezes pela Fox e acabou não chegando ainda aos cinemas.

Mas todos os pontos positivos param por aí e ficam apenas na ideia daquilo que poderia ser realmente bom, o novo diretor Yarovesky se esforça para tentar surpreender com o Brightburn, mas infelizmente só fica na tentativa , com um roteiro muito raso e que não consegui nos aproximar da família e nem do personagem principal que tem o ator Jackson A. Dunn como Brandon Breyer se esforça mas falta direção em sua performance que possui diálogos e cenas que se apoiam no clássico jump scare de filmes desse gênero

A trilha sonora se destaca  nos primeiros minutos do filme mas depois de um tempo  você se acostuma e ela acaba se tornando cansativa, pois o próprio roteiro não apresenta nada novo que possa justificar uma mudança na dinâmica da trilha. Da mesma forma o longa mostra algumas boas atuações e tem alguns bons momentos, mas que também se perdem no decorrer do filme.

Brightburn: Filho das Trevas  decepciona exatamente por não cumprir nem de perto o que promete,  talvez para aqueles que não estão muito inseridos na cultura pop e no mundo dos heróis e esperam algo novo dos filmes desse estilo, o longa possa promover uma boa experiência. Mas se você esta cansado das mesmas formulas e clichês reciclados com um pano de fundo diferente, certamente ficara desapontado.

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