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Crítica: Assassinato no Expresso do Oriente

No dia 30 de novembro chega aos cinemas o longa baseado no romance da escritora Agatha Christie: Assassinato no Expresso do Oriente que  recebe agora uma refilmagem pelas mãos de Kenneth Branagh. O livro já tinha sido levado para as telas em 1974 pelo diretor Sidney Lumet, e teve ainda duas adaptações para a TV. O elenco conta com: Penélope Cruz (Vanilla Sky)Johnny Depp (Piratas do Caribe), Michelle Pfeiffer (Batman: O Retorno), Daisy Ridley (‘Star Wars – O Despertar da Força’), Michael Pena (‘Homem-Formiga’) e Judi Dench (‘007’).

A historia gira em torno de Hercule Poirot, interpretado pelo próprio Branagh,  cujo o personagem é considerado o maior detetive do mundo. A trama acompanha a trajetória de doze passageiros absolutamente diferentes entre si, abordos de um trem que vai da Ásia para a Europa em meados dos anos 30. No decorrer do percurso um dos passageiros é assassinado tornando todos os outros suspeitos e é ai que entra o  maior detetive do mundo.

Com uma fidelidade incrível, a obra é adaptada para a tela de maneira bem convincente. O enredo tem elementos que irão agradar tanto os fãs do livro, como aqueles que desconhecem a obra. Muitos com certeza vão reviver a experiência do jogo de tabuleiro “Detetive”, que foi febre nos anos 80 e 90, como recreação em grupos e das brincadeiras em roda do mesmo estilo.

Os personagens possuem uma boa dinâmica em cena, mostrando as diferentes personalidades e posições sociais, abordando elementos como o racismo, xenofobia, religiosidade entre outros. Além de centralizar  como tema principal a ética da justiça e a sua aplicação na sociedade e no cotidiano levando o espectador a uma reflexão mais profunda sobre o tema.

O longa assim como boa parte do livro consiste mostrar o detetive Poirot interrogando os suspeitos no vagão-restaurante do trem, o que pode incomodar alguns espectadores, principalmente os mais novos acostumados ao grandes efeitos especiais nas enormes salas de cinema, aqui não temos tanta ação, mais um historia recheada de bons diálogos e boa trama. Trazendo de volta o dinamismo cinematográfico a tanto tempo ausente nos filmes  atuais. Em tempos onde o romance policial não tem mais a força de antes, é uma agradável surpresa ver um filme que se presta tanto carinho a esse gênero que com o passar dos anos foi sendo deixado de lado.

Assassinato no Expresso do Oriente cumpre muito bem com sua proposta em termos de entretenimento, deixando o público sempre no lugar do detetive criando teorias sobre quem dos passageiros é o possível assassino. O filme tem ótima fotografia, direção de arte e figurino. Todo o elenco está bem no papel de suspeitos do assassinato, mas Kenneth Branagh se destaca como o curioso e excêntrico detetive Poirot.


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