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Crítica: Altered Carbon – Sem Spoilers


Altered Carbon (Carbono alterado), série original Netflix, baseada na obra literária publicada em 2002 de mesmo nome escrita por Richard Morgan. É nos apresentado um universo sci-fi/drama com temáticas futuristas cyberpunk e que para os geeks, grandes referências da cultura pop estão presentes na construção desse universo, obras como Ghost in the Shell, Matrix, Blade Runner, O Quinto Elemento e até conceitos de Isaac Asimov.  E a partir daqui falaremos da série, não iremos entrar em detalhes dos livros ou daremos‘spoilers’.

Altered Carbon é sobre um futuro onde a sociedade ao colonizar outros planetas desenvolve uma tecnologia capaz de realizar a troca de consciência humana para outros corpos chamados aqui de “capa” e assim podendo viver várias vidas. O mercenário Takeshi ‘Tak’ Kovacs (Joel Kinnaman) o personagem principal acorda após 250 anos cumprindo uma pena e é trazido de volta em outro corpo. Tendo perdido grande parte de sua vida ele tem que se adaptar aos novos costumes da nova sociedade, ele é contratado por Laurens Bancroft (James Purefoy) um excêntrico e poderoso homem que faz parte de uma pequena porcentagem da humanidade com recursos ilimitados, chamados de Matusa (referenciando Matusalém) para que resolva o próprio assassinato. Tak então conta com a ajuda de Kristin Ortega (Martha Higareda), e outros para desvendar o que realmente aconteceu.


Certamente que a visão de ficção científica do futuro deixa claro que o mundo do amanhã não é brilhante e mantendo explicito que o poder sempre será dos mais ricos. A primeira temporada de 10 episódios tem uma grande inspiração visual do clássico de ficção científica de Ridley Scott com as ruas sujas, muitas luzes, chuva, poluição e um estilo Noir. Nesse mundo reflete questões sempre presentes como vida e morte, ganância e poder, o que é certo ou errado. A série é quase audaz ao criar uma peça de ação/romance de intrigas e quebra-cabeças cheios de reviravoltas.

Em Altered Carbon, a humanidade conseguiu uma espécie de extensão sintetizada da vida útil através de dispositivos chamados cápsulas implantadas em suas nucas, que funciona quase como um HD. A consciência da pessoa é transferida para esses pequenos dispositivos através de nossas vidas e pode ser transferida para novos corpos que aqui são apenas ‘capas’ e a qualidade delas irá depender do quanto de recurso a pessoa terá, podendo assim permitir que os mais ricos sejam sempre mais belos e perfeitos e os pobres tenham o que tiver disponível em estoque.


Os episódios seguem uma seqüência de plot twist, resolução de problemas e inicio de um novo caminho a ser solucionado. Cada episódio tem seu ritmo e se apega muito no noir, investigativo fazendo sentido com aquele universo. São apresentados vários personagens e linhas temporais diferentes para situar o expectador de como a humanidade age perante a opção de possível “vida eterna”.

As cenas são muito bem dirigidas, os atores se saem bem em seus papéis, mas a conclusão da trama decepciona por ser executada de forma simples, comparando com as resoluções de problemas de episódios anteriores.


Os caminhos que Altered Carbon leva ao seu destino não são novidades para nós, mas os suficientes para apreciar. Algumas encarnações de ficção especulativa se repetem porque elas fazem sentido para nós. Além disso, ficção científica inspira a realidade tanto quanto a realidade transforma em ficção.

Uma obra interessante e vale a pena ser assistida, deixa pontas soltas, facilmente esquecíveis, mas o suficiente para uma possível continuação, o que acreditamos que irá acontecer.  Então vá na sua conta Netflix e assista Altered Carbon, seja em qual ‘capa’ estiver.




Sirvo 4 pães de queijo para essa obra sci-fi awesome!







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