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Crítica: A Vilã (The Villainess) – Sem Spoilers


No dia 23/11/2017 entra em cartaz nos cinemas brasileiros o filme sul-coreano: A Vilã (The Villainess) do diretor Byeong-gil Jeong. A Trama narra a historia  de uma menina que é treinada desde criança como uma assassina, E que depois , acaba sendo selecionada para um grupo misterioso onde faz um acordo de prestar serviços durante 10 anos e quando, tendo a promessa de após esse tempo poder levar uma vida normal, mas no processo  acaba sendo surpreendida pela entrada de elementos de seu passado que faz com que a protagonista entre numa jornada de vingança e a busca pela verdade repleta de sangue e violência.

O longa de ação sul-coreano é protagonizado por uma mulher, Sook-hee (Ok-bin Kim), onde logo na primeira cena do filme podemos ver  as habilidades assassinas do personagem com cenas recheadas de sangue, lâminas afiadas e  uma sequencia de ação toda em primeira pessoa, o que pode deixar algumas pessoas incomodadas com o uso da técnica de Shaky Cam, que consiste em gravar cenas segurando ou como se estivesse uma câmera na mão, dando dinâmica nas cenas como se fosse um documentário.


No entanto, em contraste as cenas de ação e as técnicas de filmagem bem utilizadas de algumas sequencias, temos um roteiro sem muitas pretensões e uma narrativa que nos deixa a todo tempo interessados mas confusos com o que esta acontecendo.  Algumas tramas se desenrolam em paralelo, o que pode parecer um pouco complicado, pois a montagem confunde o publico com os muitos flashbacks e linhas do tempo. 

Dificilmente temos momentos grandiosos fora as sequencias de ação que no segundo ato do filme são bem contidos, dando espaço para o desenvolvimento dos personagens com uma narrativa bem vazia e sem grandes diálogos. Não há característica marcante que prenda o espectador, o que faz com que o filme aposte em soluções bem clichês, apostando em relações que parecem bem artificiais dentro do contexto do filme.

O terceiro ato é recheado de reviravoltas deixando o enredo cada vez mais difícil de acompanhar, pois o excesso de  informações e a mudança no comportamento da protagonista acaba enfraquecendo toda a construção inicial da personagem, a fim de retratar outros assuntos. A Vilã é um filme com boa sequencia de ação com excessos estéticos, preso estilo técnico e com uma trama superficial e uma narrativa confusa.

Eu coloco na mesa, dois pães de queijo e meio por esse filme:







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