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CARTA AO REI: nova série medieval fantástica

Faz uma semana que ficou disponível no catálogo da Netflix a série CARTA AO REI (The letter for the King), inspirada no livro homônimo da escritora holandesa Tonke Dragt. O livro foi lançado em 1962 e traduzido para vários idiomas, tendo ganhado uma sequência em 1965.  A série possui 6 episódios de aproximadamente 46 minutos cada.

A sinopse:

A trama acompanha um príncipe cruel que ameaça lançar o mundo na escuridão. É então que um jovem aprendiz de cavaleiro chamado Tiuri (Amir Wilson) embarca em uma jornada épica para entregar uma carta secreta ao rei. Ao longo do caminho, ele inesperadamente se encontra no centro de uma profecia mágica que prediz a ascensão de um herói que pode derrotar o príncipe e restaurar a paz. Se sobreviver à jornada, Tiuri terá que aprender o que significa ser um verdadeiro cavaleiro – e um verdadeiro líder.

O elenco principal é cheio de rostos relativamente novos, o que é um ponto positivo. Afinal, você assistiria mais uma série medieval com o Jonathan Rhys Meyers? Eu não, por exemplo.

Além de Amir Wilson (His Dark Materials) no papel principal de Tiuri, temos David Wenham (LOTR) como Sir Tiuri,  . A produção conta também com atores holandeses, como Yorick van Wageningen no papel de Rei FavianGijs Blom, como o vilão Príncipe Viridian.

O ritmo da série é dinâmico. A história vai evoluindo, desencadeando vários outros acontecimentos que ligam todos os arcos da história. Os personagens vão sendo desenvolvidos com calma, na medida certa para contribuir com a história principal.

As locações, junto com as cenas externas, tem seu mérito. Aparentemente não foram usados muitos efeitos especiais e as paisagens são de tirar o fôlego, gravadas na República Tcheca (a maior parte delas) e na Nova Zelândia. Não tem muito como errar se fizer uma perseguição à cavalo num vale cercado de montanhas (sim, é o mesmo lugar usado pra Hobbit) e cortado por um riacho, nem se aproveitar os cenários de castelos reais.

Existem algumas cenas que vão aquecer o coração de muita gente: Andy Serkis atuando com a filha, Ruby Serkis. É aquele momento que a gente solta um sorrisinho e suspira.

Outro ponto forte fica para o praticamente protagonista Ardanwen. Isso mesmo, não qualquer cavalo, mas O cavalo.

Agora vamos para a parte ruim.

Uma das críticas mais duras tem sido a completa desvinculação com o livro, com histórias muito diferentes e personagens desenvolvidos de outra forma. Como não li o livro, não poderei opinar aqui mas se você leu, é bom ir preparado.

A atuação – e talvez a direção para esses atores – deixa a desejar. Não é que os atores não sejam bons: eles são. O problema é a forma com que a direção os conduz e como isso é trabalhado no decorrer dos episódios. Uma cena específica na taberna tem uma continuidade tão mal feita que você percebe mesmo sem prestar muita atenção. Em outra cena, Lavínia é arremessada do cavalo (bem, era pra parecer isso) mas o corte foi tão ruim que você vê o cavalo parado e a atriz se jogando. Poxa, aí não né.

A trilha sonora passa batido. Tem um bardo que faz umas trovas mas não é nada comparado a melosa Toss a Coin to your Witcher, por exemplo. Ia ser legal ter músicas marcantes em algumas cenas, mas já deu pra entender que esse não é, nem de longe, algo marcante no filme.

Os efeitos visuais não são lá grande coisa. Pode ser que se Game of Thrones tivesse investido em roteiros com mais sentido do que em efeitos especiais de dragão, a série teria um final muito melhor. Aqui uma coisa não compensa a outra, salvo um ou outro CGI que é bem feito, mas isso não incomoda muito.

Encare essa aventura como uma longa sessão da tarde que vai animar a sua tarde de quarentena.  Poderia ser melhor? Sim, poderia, mas nem por isso é uma série ruim.

Não exija muito. Vá pela diversão e se divirta com o que está sendo oferecido!

Ah, ainda não há uma segunda temporada confirmada.

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