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ALERTA VERMELHO: vale a pena?

Quer saber se vale a pena separar duas horinhas do seu dia para conferir o mais recente lançamento da Netflix, de casa ou no cinema? Vem aqui que te conto sem dar spoiler.

Antes, é importante destacar o curioso fato que o filme teve estreia simultânea na Netflix e nos cinemas. Outra coisa importante para registrar é que esse não é o “SAS: Red Notice” (que foi lançado esse ano na Netflix gringa com Ruby Rose e Sam Heughan), é apenas Red Notice.

Mais conhecido por ser o filme mais caro do serviço de streaming, Alerta Vermelho, com direção de Rawson Marshall Thurber (Um espião e meio, Arrranha-céu e Família do Bagulho), foi anunciado mostrando logo o peso do seu elenco principal: Dwayne Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot. O gasto maior deve ter sido só no cachê desse cast: Dwayne recebeu a bagatela de U$ 20 milhões de dólares.



Belíssimo cast, aliás. O filme preparou alguns clichês também: Dwayne Johnson, policial e durão, Reynolds com o eterno personagem piadista e Gal como a mulher fatal, tudo isso em uma trama que envolve roubo, relíquias históricas e espionagem. Um pouco de Indiana Jones, Missão Impossível, Carmen Sandiego e até – me arrisco aqui – Dan Brown.

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Se liga nesse fundo …

O trio carismático de atores não garante, porém, um produto excelente nas telonas. Nos papeis que Dwayne costuma pegar, parece apenas que trocaram o Kevin Hart por outra pessoa para aproveitar uma dinâmica que “funcionou” em outros filmes. Estou reforçando isso pois temos aqui o mesmo diretor de Um Espião e Meio, com a mesma dupla, aproveitando a mesma fórmula com a estrela de cinema.

Reynolds é faz mais um piadista sentimental. A única que parece sair um pouco da zona de conforto é Gal, mas apesar da beleza estonteante, ainda assim parece “faltar” alguma coisa na personagem para convencer-nos da sua frieza e dos seus métodos.

A história não é necessariamente ruim, porém nada ali justifica um filme tão longo com momentos que poderiam simplesmente não existir. Para ser justa, o ritmo é bem alternado entre ação e calmaria.

O uso excessivo de efeitos especiais para gravações em estúdio cansa. É fácil perceber a artificialidade da luz do sol, por exemplo, nas cenas de mar e neve. Um fato curioso é que em determinado momento o filme acontece no sul da Argentina, região da Patagônia, e isso é retratado como se fosse a floresta amazônica. A Argentina sequer faz fronteira com a Amazônia.

Uma das coisas mais leais são as lutas bem coreografadas. Claro, precisamos considerar que um cara com o corpo de John Hartley (Dwayne) não é lá muito ágil nos movimentos mas até a sua “lentidão” é motivo de piada no filme. Nolan Booth (Reinolds) e Sarah Black (Gadot), por outro lado, já aproveitam o aprendizado de Deadpool e Mulher Maravilha para entregar movimentos críveis.

A trilha sonora não é marcante, assim como muita coisa no filme. Talvez o que vá ficar na memória do público ´é o fato desse ser um trabalho executado pelo queridinho trio de atores.

Não dá pra saber se o filme quer ser propositalmente galhofa mas se for, o filme ficaria melhor. Não é o melhor filme do gênero e certamente, não é o mais dinâmico mas você vai ter uns bons momentos, inclusive com o plot final.

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