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5 dicas de séries recentes, fantásticas ou de época

5 dicas de séries recentes, fantásticas ou de época

Game of Thrones, que começou a ser exibida em 2010, não foi a primeira nem vai ser a última série inspirada em lendas e contos fantásticos e medievais. Contudo, é indiscutível que o sucesso dessa série fez com que várias produtoras olhassem com mais atenção para histórias com essas abordagens e muitas surgiram desde então.

Selecionamos cinco séries que vieram no meio dessa onda e que estão se dando muito bem!

1 – VIKINGS (2013-)




A série começa contando a história de um famoso viking, Ragnar Lothbrok, este que, segundo a história, foi um grande explorador de novas terras para além da Escandinávia. Falamos mais dessa série em outro post, que pode ser lida aqui. Começa de uma forma bem arrastada, mas não se deixe desistir porque vai valer a pena vencer esse início. Contextualiza o que, por muito tempo, serão os personagens centrais.

Num campo de batalha, nos é mostrado Ragnar e seu irmão, Rollo, retornando das terras bálticas (que circundam o oceano báltico), onde Ragnar tem uma visão, mais pra uma premonição. Assim ele retorna a Kattegat, onde perto do vilarejo moram sua esposa Lagherta e os dois filhos. Quando vai visitar o vilarejo, consegue reunir um grupo de homens e convencê-los a explorar terras para além do mar, ainda que contrariando o Jarl de Kattegat (uma espécie de governador de uma região). As aventuras começam a partir daí e se você quiser saber mais sobre a série, porque está em dúvida se assiste ou não, veja também abaixo o trailer da primeira temporada.




Existem vários pontos positivos, que vão desde o elenco com personagens muito cativantes e caracterizados de forma impecável para retratar, ao menos de uma forma aceitável, como eram os nórdicos na época, às cenas de luta e a inspiração em fatos históricos. A cada episódio que um personagem for apresentado, pode fazer uma pesquisa rápida que provavelmente ele existiu de verdade. Então, se Vikings não te convencer pela história que pretendem contar e todas as tradições e ambições daquele povoado, ela vai te convencer pela ambientação, pelas locações e pela trilha sonora (feita, em grande parte, pela banda Wardruna). Hoje está na mid-season da quinta temporada, retornando daqui a alguns meses. Vale muito a pena!

2 – OUTLANDER (2014-)




Essa série de fanstasia-ficção, produzida pela Starz, é inspirada no romance de Diana Gabaldon, com o mesmo nome. Começa contando a história de Claire Randall e Frank Randall, ela enfermeira e ele historiador, que casados, passaram muitos anos separados em razão da Segunda Guerra Mundial. Buscando reatar esse casamento, os dois passam uns dias na casa de um grande amigo, em Inverness (atual Escócia). Nesse lugar, a governanta da casa lê a mão de Claire e faz algumas revelações que a deixam assustada, além de contar sobre histórias de pessoas que são viajantes no tempo. Claire acredita que a mulher está louca e não dá importância ao que ela diz. Porém, passeando pelo local, Claire se depara com um círculo de pedra (que para os povos celtas antigos, são lugares com grande importância religiosa e muito poderosos), onde encosta a mão em uma pedra e é levada para a Escócia de 1743.

Nesse lugar, ela encontra um ascendente do seu marido, o cruel Capitão Jack Randall e até que ela entenda o que ocorreu, de fato, é salva por um grupo de escoceses que estava sendo perseguido pelos “Casacas Vermelhas”.

O que mais me chamou a atenção foi a protagonista: quando me indicaram a serie, disseram que era uma mulher num contexto de época mas que, reconhecidas as suas limitações, era protagonista de sua própria história.  Claire é exatamente assim: é forte, inteligente, consegue dar soluções inteligentes para os problemas (mesmo que muita gente não lhe dê ouvidos porque é uma mulher), e para fugir das perseguições inglesas e até das acusações de bruxaria, se vê tendo de casar com Jamie Frasier, um jovem escocês também procurado pela coroa inglesa, mais tarde conhecido como “Jamie o ruivo” (pela fama em enfrentar os soldados), que precisa esconder sua origem para não ser executado pelos soldados ingleses e proteger sua família. Não é que um personagem precise do outro pra trama ser construída mas sim, que eles se completam e isso é trabalho de uma forma muito bacana na série.

Outros personagens importantes são trazidos à trama, além de retratar a famosa Batalha de Culloden. O ritmo é variado, com, por exemplo, uma primeira temporada bem agitada, seguida da segunda temporada que começa uma calmaria.

A série também estreou em 2014 e caminha para a sua quarta temporada.





3 – BRITANNIA (2018-)




Britannia, escrita por Jez Butterworth, co-produzida por Sky e Amazon, é uma série que me ganhou no trailer por se propor a falar de celtas, druidas e dessas culturas pagãs. Ambientada em 43 d.C., conta a história da conquista do Império Romano na Britânia, um local místico e misterioso, cercado por uma cultura diferente com magia, mulheres selvagens e tribos em conflito.

Britânia já havia passado por outras tentativas de conquista, todas frustradas, até que, muitos anos depois, Aulus Plautius (David Morrissey) retorna com seu exército para tentar essa empreitada, sem voltar para a casa com uma derrota. Aulus é um estrategista excelente e se aproveita da guerra entre as tribos para correr atrás de seu objetivo. Em Britânia tem os povos em guerra: de um lado os Cantii, comandado pelo Rei Pellenor e com destaque para sua filha, Kerra, e os Regni, comandados pela Rainha Antedia. Existem também os druidas, um povo bem louco que vive isolado para estudar e praticar as artes mágicas e ter contato com o submundo, e que por isso é temido e respeitado por todos os nativos de Britania.

A série é bem nova e me agradou muito: o visual, a forma de abordagem dos personagens pagãos e dos romanos, os contrastes de culturas … algumas coisas poderiam ser melhores. A exemplo dessa barreira, Vikings usa o recurso da linguagem e coloca personagens de diferentes culturas tentando se entender falando idiomas diferentes; Britannia poderia ter usado um recurso parecido mas preferiu simplificar, PORÉM isso não atrapalha a série e eu recomendo mesmo que vocês assistam, se curtirem a temática.

O que Britannia mais peca, pra mim, é na trilha sonora. Com tantos músicos excelentes fazendo trabalhos inspirados em cultura pagã, temos uma série com essa ambientação e músicas “moderninhas”.  A abertura, por exemplo, é de Donovan, uma música de 1968 porém ficaria muito melhor se tocassem o Faun, por exemplo.

A série ainda está na primeira temporada.





4 – KNIGHTFALL (2017-)




Essa série, produzida pelo History (também responsável por Vikings), conta a história dos cavaleiros templários nos momentos finais da Queda do Acre (1291) lutando para proteger o Santo Graal. Aqui é inevitável não lembrar do jogo pioneiro de Assassin´s Creed. Alguns anos após a queda dos templários e o fim das Cruzadas, o cavaleiro Landry tenta reviver a Ordem e iniciar a busca pelo Cálice sagrado.

São vários protagonistas e arcos que, pra mim, enriquecem muito a história, embora em alguns momentos a série peca em trabalhar bem tanto personagem. Por exemplo, eu gostaria mesmo que a Ordem fosse trabalhada com profundidade, seu envolvimento nos diversos núcleos da sociedade, Jacques DeMolay e todas essas coisas que, historicamente falando, são ricos demais e tem muita coisa legal que poderia – e pode – ser explorada.

A série tem recebido elogios pela proposta e pelos cenários e fotografia, mas com os furos de roteiro e efeitos especiais não tem sido vista com bons olhos. Aconselho a dar uma chance porque, quem sabe, ela não melhore daqui pra frente? O assunto é bacana demais  mas, com o perdão do trocadilho, precisam dar um salto de fé.

A série está na sua primeira temporada e foi renovada para a segunda.





5 –  BLACK SAILS (2014-)




Black Sails é outra série da STARZ de época, criada por Jon Steinberg e Robert Levine e produzida por Michael Bay (Transformers), inspirada no livro “A Ilha do Tesouro”. Ambientada em uma das ilhas caribenhas, Nassau, e na época de ouro da pirataria  que existiu por lá (por um momento parece até que Outlander, produzida pelo mesmo canal, aproveitou os seus cenários). Com poucos atores famosos, a série começa estranhamente boa, tratando com profundidade seu núcleo principal.

Como um dos personagens principais temos o Capitão Flint , do Walrus, que é um soldado britânico exilado que acabou virando pirata e está em busca, junto com seu contramestre John Silver, do tesouro escondido no navio Urca. Como vilão, no início, temos o temido Capitão Charles Vane e seus comparsas e o trabalho feito pelo ator Zach McGowan é tão impressionante que acreditamos que o cara é um pirata na vida real mesmo.

Existem vários outros personagens interessantes que enriquecem muito a trama e o mais legal, pra mim, é que todo mundo ali está em busca de alguma coisa, esconde alguma coisa e protege alguma coisa. Eleanor Guthrie comanda toda Nassau, é filha do antigo comandante e quer provar a todos que é capaz de fazer um trabalho melhor que o pai. Ela esconde as suas fraquezas e seu caso com Vane e protege, em muitas vezes, Flint, grande amigo de seu pai e pirata ambicioso. Flint e Vane também tem isso porém, revelar essa base do personagem significaria dar spoilers até da terceira temporada.

Ninguém é só mocinho ou vilão e é até clichê repetir isso, já que tem sido bem comum em vários trabalhos audiovisuais.A série é muito boa, trama rica e movimentada, além de aprofundar nos principais personagens. As locações são impressionantes, e embora acreditamos mesmo ser no Caribe, é tudo gravado na África do Sul. Porém isso não deixa a série pior e é apenas um detalhe em cima de todo o universo que é criado.

O primeiro episódio foi ao ar em 2014 e a série caminha, nesse ano, para a quinta temporada.





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