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  • Foto do escritorYzza

007 – Sem tempo para morrer [crítica]

Hoje foi a cabine de 007 – Sem tempo para morrer e eu estive lá representando o Pão Geekeijo.

O filme começa com um flashback da vida de Madeleine Swann. Quando criança, Madeleine tem sua casa invadida por um homem que se identifica como Lyutsifer Safin que, depois de matar a mãe da garota, tenta matá-la também, mas depois de um acidente, acaba salvando sua vida.

A obra se divide em mais dois momentos, um passado recente e o presente. No passado, James Bond está com Madeleine em uma cidade da Itália meridional quando sofre um atentado. Acreditando no envolvimento de sua amada no atentado, o agente a coloca em um trem e se despede “para sempre”. Alguns anos depois, ele está vivendo uma aposentadoria calma na Jamaica, quando é procurado por Felix Leiter para uma nova missão. Ainda na Jamaica, Bond descobre uma nova agente designada como 007, a Nomi.

Como todo bom filme de ação, é preciso doses cavalares de suspensão da descrença para aproveitar as cenas de maior ação, e isso não é uma crítica negativa. As lutas muito bem coreografadas e cenas de adrenalina total valem muito a pena e são capazes de animar até quem não é muito fã do gênero. Daniel Craig tem uma atuação impecável, acho que ele é capaz até de convencer os mais céticos de que é possível desafiar as leis da física e as probabilidades.

A Nomi, a nova 007, foi outra grata surpresa. Com o carisma de Lashana Lynch, a personagem se assemelha muito ao James Bond nas características subjetivas, o que gera uma disputa divertida entre os dois agentes. A personagem teve pouco tempo de tela, mas creio eu que isso se deva ao fato dela assumir a sequência como protagonista. Outra personagem surpreendente foi a Paloma (Ana de Armas), inicialmente ela parece uma personagem fútil e até ingênua, mas se mostra incrivelmente ágil e forte.

Por outro lado, o roteiro não teve nada de surpreendente, sendo até bem previsível. Não chega a ser ruim, mas acho que peca ao repetir uma fórmula já utilizada repetidamente. Um outro fator de incômodo para mim foi a diferença de idade do casal principal (17 anos, considerando a idade dos atores) pois perpetua uma cultura antiquada e machista, mas isso é assunto para outro post.

A trilha sonora e a caracterização também foram pontos positivos.

No geral, eu diria que é um filme bom, muito mais focado na ação que no roteiro e que entrega aquilo que propõe sem muitas reviravoltas.

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